Em Santos, uma das lendas mais conhecidas é a do Fantasma do Paquetá, que assustou muita gente lá pelos idos de 1900.
Tudo começou quando Maria M., uma jovem beata da alta sociedade santista, viveu, no final do século XIX, um amor proibido com um clérigo da antiga Igreja Matriz. Dessa relação, nasceu uma criança que, infelizmente, faleceu pouco tempo após o nascimento.
Rejeição, dor e solidão
Sepultaram o bebê de forma discreta na ala das crianças do Cemitério do Paquetá. Naquela época, o pai havia expulso de casa e Maria carregava o peso do julgamento e do desprezo,
Diante disso, após a morte do filho, ela passou a ir todas as noites até a porta do cemitério, por volta da meia-noite, para velar a criança. Sempre de forma silenciosa, levantava seu véu, enxugava as lágrimas e acenava para dentro do cemitério… um gesto carregado de amor, dor e saudade.
Um ritual que não teve fim
Pouco tempo depois, já bastante debilitada, Maria também faleceu. No entanto, o que se espalhou pela cidade foi que, mesmo após a morte, ela seguia fazendo exatamente o mesmo ritual.
Com isso, o boato cresceu e o medo tomou conta. Chegaram até a colocar a cavalaria de plantão em frente ao cemitério para tentar capturar “o fantasma”. Mas não conseguiram. Os jornais da época divulgaram o caso, e desde então a história não parou de ser contada.
Fica o alerta…
Por isso, se em uma noite qualquer você passar perto do Paquetá e der de cara com uma mulher vestida de preto, véu no rosto e olhar perdido… pense bem. Pode ser Maria M. ainda cuidando, à sua maneira, do que um dia tanto amou.

Por: Mônica Sarah Rodrigues – Taróloga

