Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pelo segundo mês consecutivo, quem trabalha com o setor de alimentação fora do lar pode respirar um pouco aliviado, mas agora ainda mais. De acordo com o IBGE, em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para (0,24%) depois de (0,26%) em maio.

Dos nove segmentos analisados na inflação, Alimentação e Bebidas foi o único setor em junho que teve deflação (-0,18%). Depois de nove meses em alta, é hora de finalmente tentar recuperar tantas perdas. Em maio, o índice deste grupo tinha sido de (0,17%).

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel Baixada Santista, analisa o resultado. “Foram meses extremamente difíceis para os comerciantes segurando preços, tentando não demitir funcionários. De fato, é um respiro, mas o cenário ainda preocupa e seguimos acompanhando de perto para orientar melhor todos”, diz o líder institucional, Luan Paiva.

 

Dados completos do segmento

O grupo Alimentação e bebidas têm dois subgrupos: o primeiro deles, a alimentação fora do lar desacelerou para (0,46%) em junho, frente a (0,58%) de maio. O resultado foi reflexo das refeições que ficaram mais baratas com (0,41%) em junho se comparadas a maio (0,64%). Já os lanches, tiveram uma leve alta e passaram para (0,58%) e no último levantamento era (0,51%).

Em compensação, os preços dos alimentos tiveram quedas expressivas como o ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).

Já o segundo subgrupo, alimentação dentro de casa, em junho, caiu para (-0,43%) se comparado a (0,02%) em maio.

“Sabemos que alguns produtos ficam baratos, mas outros mais caros e seguimos tentando equilibrar tudo. De qualquer forma, orientamos os comerciantes a seguir pesquisando e tentando negociar os preços com os fornecedores. Esperamos que daqui uns meses, de fato, haja mais lucros”, comenta o líder de relacionamento da Abrasel Baixada Santista, Guilherme Karaoglan.

 

Altas expressivas

A vilã da vez é a energia elétrica residencial que com a bandeira tarifária vermelha 1 teve aumento de (2,96%) em um mês. Em 2025, a inflação acumulada é de (2,99%) e, nos últimos 12 meses, de (5,35%).

 

Resultados totais na inflação

-Habitação: 0,99%

-Vestuário: 0,75%;

-Transportes: 0,27%;

-Despesas pessoais: 0,23%;

-Comunicação: 0,11%.

-Artigos de residência: 0,08%;

-Saúde e cuidados pessoais: 0,07%;

-Educação: 0,00%;

-Alimentação e Bebidas: -0,18%

Redação Fatos Fontes

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