O salão de mármore da Vila Belmiro recebeu, na noite desta segunda-feira (14), uma audiência pública para debater o impacto das obras do novo estádio do Santos. Durante o evento, o presidente Marcelo Teixeira garantiu que a demolição do atual estádio só ocorrerá após a arrecadação completa dos R$ 600 milhões necessários para a construção da nova arena.
Investimento
O clube e a construtora WTorre custearão todo o investimento e serão responsáveis pela comercialização de cadeiras e camarotes. A estimativa é vender cerca de seis mil assentos para alcançar o valor total, já considerando os impactos da inflação.
— O Santos não quebrará um tijolo da Vila Belmiro apenas com o seguro, que é obrigatório. Só faremos isso quando atingirmos o valor total da obra — afirmou Teixeira.
O dirigente ressaltou que o clube quer segurança financeira para evitar riscos durante a construção. Segundo ele, até mesmo uma possível queda nos custos foi prevista.
— Se não precisar dos R$ 600 milhões, e sim de R$ 500 milhões, melhor. Fizemos uma projeção elevada para garantir tranquilidade — explicou.
Contrato
O clube já ajustou o contrato com a WTorre, que prevê um gramado natural. A prefeitura ainda precisa liberar o projeto para que a venda dos espaços comece. Uma empresa terceirizada conduzirá essa venda, com acompanhamento dos setores jurídico, de engenharia e financeiro do clube.
Teixeira também destacou que a equipe de marketing voltará suas ações a diferentes públicos, incluindo empresas e entidades, para garantir o sucesso da arrecadação.
— Quem vai viabilizar o projeto é o torcedor, com a compra das cadeiras e camarotes. Estamos confiantes na parceria e comprometidos em concluir essa etapa — concluiu o presidente.

