Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O anúncio do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos movimentou os mercados nesta quarta-feira (30).

A reação foi dividida: enquanto o dólar voltou a subir e se aproximou de R$ 5,60, a Bolsa de Valores teve alta de quase 1%, impulsionada por uma lista de exceções à medida.

Portanto, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,59, com alta de 0,38%. Entretanto, durante a tarde, a moeda chegou a R$ 5,63, caiu para R$ 5,55 após a divulgação de que cerca de 700 produtos ficarão fora da nova tarifa, e voltou a subir no fim do pregão.

Além disso, apesar da valorização da moeda americana, o real teve o melhor desempenho entre as principais economias emergentes. A força do dólar globalmente ganhou impulso com acordos recentes entre Estados Unidos e União Europeia e o risco de novas sanções à Índia, em meio às tensões com a Rússia.

Entretanto, o euro também recuou. A moeda encerrou o dia em R$ 6,38, com queda de 0,7%, no menor patamar desde o dia 8 de julho.

Contudo, na Bolsa, o índice Ibovespa fechou em alta de 0,95%, aos 133.990 pontos. O mercado reverteu a tendência negativa após o governo confirmar que as tarifas não vão atingir produtos como petróleo, celulose, minerais, suco e polpa de laranja, além de itens da aviação civil.

Ademais, empresas dos setores aéreo, de logística e celulose lideraram as altas. Outro fator que trouxe alívio foi o adiamento para 6 de agosto do início da nova política comercial dos EUA, o que deu tempo extra para ajustes e negociação.

Redação Fatos Fontes

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