Foto: Carlos Nogueira/PMS

Com escuta atenta e acolhimento, oito mulheres deram início, nesta segunda-feira (25), a uma nova fase de cuidados na Casa da Mulher de Santos, no bairro Vila Mathias. Elas participaram da primeira roda de conversa do atendimento psicológico promovido por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Santos e a Universidade São Judas – Unimonte.

A ação atende mulheres acolhidas em abrigos do Município e faz parte de um programa multidisciplinar que promove autoestima, bem-estar e autonomia. A primeira atividade reuniu participantes do abrigo Ex-Casa das Anas – Acolhimento Paraná, em um ambiente acolhedor, com direito a bolo e café, além de muito diálogo.

O atendimento será feito às segundas e quintas-feiras, sempre às 14h, com dois grupos de até dez mulheres. Estudantes de Psicologia da Unimonte, supervisionados por professores, conduzem os encontros com foco na escuta qualificada e no apoio emocional.

Além do suporte psicológico, o projeto também prevê avaliação odontológica, atendimento nutricional e sessões de fisioterapia e estética, formando uma rede de cuidado integral.

Secretária da Mulher

A secretária da Mulher, Nina Barbosa, destacou a importância do trabalho em equipe. “Cada história é única, mas o enfrentamento da violência passa por várias frentes. Hoje demos um passo importante na quebra de um ciclo doloroso”, afirmou.

Para Rita Martins, coordenadora da População em Situação de Rua da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), a escuta profissional complementa o acolhimento já feito nos abrigos. “Ver essas mulheres sendo ouvidas com respeito e atenção emociona. O cuidado vai além do físico. Toca o emocional e transforma vidas”, afirmou.

Segundo Danilo Martinez, coordenador do curso de Psicologia da universidade, o projeto fortalece tanto as participantes quanto os estudantes. “É uma troca real. As mulheres ganham apoio essencial e os alunos vivem uma experiência profunda de formação humana e profissional”, explicou.

A estudante Ana Carolina Silva, de 34 anos, considera a vivência uma etapa essencial da sua formação. “Quero trabalhar com esse público. Elas precisam saber que há vida depois da dor. Esse atendimento mostra que é possível recomeçar”, disse.

Felipy Brandão

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