Foto: Divulgação/PMS

Mais de 90 alunos participam das aulas de xadrez oferecidas na UME Cidade de Santos, no bairro do Embaré. A atividade extracurricular acontece duas vezes por semana, no horário do almoço e após as 17h30, atendendo estudantes dos turnos da manhã e da tarde.

Meninos e meninas de várias idades demonstram interesse pelo esporte, e muitos acabam revelando habilidades acima da média. É o caso das irmãs gêmeas Tamires e Giovana Giovelli, de 7 anos, que conquistaram posições de destaque no Campeonato Brasileiro Escolar de Xadrez, realizado em setembro, na cidade de Caxambu (MG). Entre mais de 600 participantes, Tamires ficou em 5º lugar e Giovana em 8º.

“Elas são muito boas, mas eu ganhei três partidas e consegui ficar em quinto lugar”, disse Tamires. Giovana também comemorou: “Foi muito legal participar. A gente ama fazer as aulas de xadrez, porque é uma coisa inteligente, uma coisa boa”.

Incentivo em casa e na escola

A mãe das meninas, Renata Giovelli, terapeuta e profissional de marketing digital, destaca a importância do incentivo. “Apoiar o esporte é essencial. O xadrez, além de desenvolver o raciocínio, ajuda na aprendizagem da matemática. Como elas gostam, damos todo o suporte.”

Professor soma 11 campeões nacionais

Responsável pelas aulas, o professor Wlamir Ursini também leciona matemática para os quintos anos da unidade. Ele destaca que o xadrez pode seguir dois caminhos: o escolar, que melhora o desempenho acadêmico, e o competitivo, voltado a alunos com maior aptidão. “Já formei 11 campeões brasileiros. Estou nessa missão há 24 anos”, afirmou.

O trabalho de Wlamir vai ganhar um livro, previsto para ser lançado em outubro, escrito por um inspetor da escola. A publicação trará histórias de quase mil alunos que já passaram pelo projeto.

Segundo o professor, o xadrez desenvolve foco e concentração. “A lógica do jogo tem base matemática. Cada peça tem valor e regras específicas, o que estimula o raciocínio e melhora o desempenho nas disciplinas escolares.”

Raciocínio e memória em prática

O aluno Daniel Negreiro, de 12 anos, do 7º ano, reforça os benefícios. “Gosto do xadrez porque é competitivo e intelectual. Melhorei muito minha memória com a prática. Já sei os movimentos de cor.”

Redação Fatos Fontes

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