Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos ilegais aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação ocorre com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Agentes cumprem 66 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens de dezenas de investigados.

Ademais, segundo a PF, o objetivo da operação é aprofundar as investigações e identificar crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Alvos e ligações com o Sindnapi

Entre os alvos desta nova fase está o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi). A polícia realizou buscas na sede da entidade em São Paulo e na casa de seu presidente, Milton Baptista de Souza Filho, que também deve prestar depoimento nesta quinta-feira (9) na CPMI das Fraudes no INSS.

O vice-presidente do sindicato é Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, ele não é alvo da operação nem aparece como investigado.

Além disso, em nota, o Sindnapi afirmou ter sido pego de surpresa e negou qualquer envolvimento em irregularidades. A entidade destacou que advogados ainda não tiveram acesso ao inquérito, mas garantiu que irá comprovar a legalidade de sua atuação.

Entenda a Operação Sem Desconto

A primeira fase da operação foi deflagrada em abril deste ano. PF e CGU apuram um esquema de descontos indevidos aplicados em benefícios do INSS sem autorização dos aposentados e pensionistas.

Contudo, de acordo com a investigação, as entidades envolvidas teriam retirado cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários entre 2019 e 2024. Porém, na ocasião, ao menos seis servidores públicos foram afastados de seus cargos.

O caso também levou à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) no Congresso Nacional.

Redação Fatos Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *