Foto: Carlos Nogueira/PMS

Reunião de alinhamento inicial discutiu os trabalhos do Túnel Santos-Guarujá, quinta-feira (9), na Autoridade Portuária de Santos (APS),  marcando mais um passo importante nas tratativas para a implantação da ligação seca entre as duas cidades.

Sendo assim, o encontro teve como objetivo integrar representantes do executivo dos dois Municípios. Além da Mota-Engil, empresa responsável pela execução das obras, para apresentações e debate de ideias e dúvidas acerca de diretrizes técnicas, ambientais, administrativas e operacionais para o avanço do projeto.

O presidente da APS, Anderson Pomini, ressaltou a importância da parceria institucional para a execução da obra. “Toda grande obra traz transtornos temporários, mas também grandes transformações. É fundamental que trabalhemos juntos – Prefeitura, Porto e Governos Estadual e Federal  – para minimizar os impactos e garantir que os benefícios sejam amplamente sentidos pela população e pela economia regional”, afirmou Pomini, que propôs ainda a instalação de uma sala da Mota-Engil no Porto, para facilitar o diálogo permanente durante as fases de planejamento e execução.

O prefeito Rogério Santos destacou que a reunião foi um passo essencial para alinhar expectativas e garantir transparência no processo. “Ainda estamos antes da assinatura do contrato, mas é importante reafirmar todas as premissas que nortearam o projeto. Queremos garantir que a população tenha pleno conhecimento dos impactos e benefícios, não só do túnel, mas também das intervenções no entorno. Essa integração com a Autoridade Portuária e com a empresa é fundamental para que possamos planejar juntos o futuro da Cidade”.

O secretário de Governo, Fábio Ferraz, e o assessor técnico, Júlio Eduardo, foram destacados como representantes no processo de diálogo entre a empresa, A APS e os Governos.

Diretor técnico da Mota-Engil, Ricardo Jorge Andrade enfatizou a experiência internacional da empresa e a qualidade técnica dos estudos já realizados. “Conhecemos bem o projeto e reconhecemos a excelência dos estudos desenvolvidos pelos técnicos brasileiros. Vamos aprimorar o projeto com otimizações que reduzam o impacto no entorno e garantam o cumprimento dos prazos”.

Ele também apontou o foco da empresa em ações socioambientais voltadas à mitigação de impactos durante as obras. “Nosso objetivo é desenvolver o túnel em diálogo constante com as comunidades e com o Porto, de forma integrada e transparente.”

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Ligação Seca Santos-Guarujá, Paulo Alexandre Barbosa, destacou a importância da integração entre os entes públicos e a empresa responsável. “O sucesso dessa obra depende da manutenção dessa unidade e do diálogo permanente entre Governo Federal, Estado, prefeituras e a empresa executora. É uma intervenção que vai marcar os próximos 100 anos da Baixada Santista, e precisamos garantir que as decisões sejam compartilhadas e que o legado vá além da infraestrutura, alcançando o desenvolvimento urbano e social”.

O prefeito de Guarujá, Farid Madi, ressaltou o impacto positivo da obra na economia local. “Trará um ciclo de oportunidades, com geração de empregos e necessidade de capacitação profissional. Nossa prioridade será preparar a população para aproveitar ao máximo os benefícios que virão com essa transformação logística”.

Após a assinatura do contrato, que deve ocorrer na primeira quinzena de dezembro, ocorrerão as reuniões técnicas específicas para tratar de temas operacionais, ambientais e de interface com o porto.

Também foi apontado pela Autoridade Portuária que haverá uma análise de impacto sobre as operações portuárias, avaliando o momento adequado para intervenções e eventuais suspensões no canal, de modo a evitar ruídos operacionais e garantir alinhamento com as operadoras portuárias.

O projeto é considerado uma das obras de infraestrutura mais estratégicas do Estado. Portanto, com potencial de transformar a mobilidade regional, fortalecer a economia local e otimizar a operação portuária.

A empresa portuguesa Mota-Engil venceu o leilão em 5 de setembro de 2025. Desse modo, sendo responsável pela construção, operação e manutenção do empreendimento por 30 anos, através de uma parceria público-privada (PPP).

Será a primeira travessia submersa do Brasil, um projeto de infraestrutura com 1,5 km de extensão. Portanto, sendo 870 metros debaixo d’água, conectando as duas cidades por uma via seca para veículos, pedestres e VLT.

Orçado em R$ 6,8 bilhões e com previsão de conclusão para 2030, o túnel visa reduzir drasticamente o tempo de travessia (de cerca de 1 hora para 5 minutos). Além de resolver os problemas causados pela dependência das balsas e o longo percurso rodoviário

Redação Fatos Fontes

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