Foto: Divulgação/PMS

Santos avança no combate às enchentes com a assinatura do contrato para a construção da Estação Elevatória com Comportas (EEC6), no bairro Saboó. O investimento totaliza R$ 153,3 milhões, com execução da Terracom Construções. As obras começam ainda este ano, com prazo de 42 meses até a conclusão, incluindo a fase de operação assistida.

A EEC6 vai reforçar o sistema de drenagem da Zona Noroeste, beneficiando diretamente uma área de 2 km² no Saboó. O equipamento contará com oito bombas verticais a diesel, com vazão total de 20 m³ por segundo – o suficiente para esvaziar uma piscina olímpica em apenas dois minutos.

Projeto com múltiplas frentes

A nova estação integra um plano de drenagem de longo prazo, com 14 EECs previstas em diferentes bairros da cidade. Quatro delas – EEC6, EEC4 (Rádio Clube), EEC9 (Chico de Paula) e EEC2 (Santa Maria/Bom Retiro) – já contam com financiamento garantido do CAF, totalizando US$ 105 milhões.

Outra frente do projeto é a canalização do Rio Lenheiros, também no Saboó, viabilizada em parceria com a MRS Logística, que investe cerca de R$ 100 milhões, com apoio do Governo Federal.

EEC7 já em operação

Desde maio de 2023, Santos opera a EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, localizada na Avenida Haroldo de Camargo. O equipamento beneficia os bairros Castelo e Areia Branca, com capacidade para reter 4,25 milhões de litros de água. As bombas, importadas da Alemanha, possuem vazão de 6 mil litros por segundo e conseguem encher uma piscina olímpica em cerca de cinco minutos.

A estação funciona de forma inteligente, de acordo com quatro cenários de chuva e maré. Dependendo da combinação de fatores, as comportas se abrem ou se fecham, e as bombas entram em ação para evitar alagamentos, garantindo eficiência no escoamento da água.

Cooperação e integração

A Prefeitura de Santos também firmou um termo de cooperação com a Ecovias, MRS Logística e a Autoridade Portuária de Santos (APS) para construir a futura EE0, próxima ao Supermercado Assaí, na entrada da cidade. O novo ponto de captação incluirá reservatório e estação com vazão de 5 m³ por segundo.

O projeto geral exige uma logística complexa. Algumas estações são interdependentes e demandam execução simultânea. Em áreas com ocupações irregulares, será necessário realocar famílias antes do início das obras. A ação se conecta às políticas habitacionais da cidade, como o Parque Palafitas, que já está em construção.

Urbanização integrada

Segundo o prefeito Rogério Santos, as obras fazem parte de um programa mais amplo, que une drenagem, moradia digna, infraestrutura urbana e geração de renda.

“Tudo o que vem sendo executado na Zona Noroeste é parte de um amplo projeto de urbanização, com planejamento técnico e foco na melhoria da qualidade de vida da população”, afirma o prefeito.

Com esse novo passo, Santos reforça seu compromisso com a sustentabilidade, a segurança urbana e o futuro da Zona Noroeste, garantindo mais proteção contra enchentes para milhares de moradores.

Redação Fatos Fontes

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