Foto: Banco de Imagens Freepik

Um caso recente de queimadura facial após procedimento estético reacendeu o debate sobre o uso de tecnologias a laser sem acompanhamento médico especializado.

Sendo assim, a influenciadora digital que realizou um tratamento com laser de CO₂ fracionado teve o rosto gravemente lesionado, com vermelhidão intensa e descamação, e expôs o resultado nas redes sociais — o vídeo viralizou e levantou dúvidas sobre a segurança desse tipo de intervenção.

O episódio, divulgado pelo portal UOL, é apenas um exemplo de como procedimentos populares e eficazes podem se tornar perigosos quando realizados sem avaliação adequada ou por profissionais sem qualificação específica.

Segundo a dermatologista Natália Venturelli, especialista em dermatologia estética e fundadora da Clínica Venturelli, em Santos (SP), “a face é uma das áreas mais delicadas para aplicação de lasers, porque qualquer erro de parâmetro pode resultar em queimaduras visíveis, cicatrizes ou manchas permanentes. Esses efeitos não devem ser tratados como reações normais”.

 

Avaliação é determinante para evitar complicações

De acordo com a médica, o principal erro está em ignorar o preparo individual do paciente.

“O tipo de pele, o histórico de exposição solar, o uso de medicamentos e até a sensibilidade cutânea precisam ser analisados antes de indicar o laser. A intensidade da energia e o tipo de aparelho devem ser ajustados com base nisso”, explica a dermatologista.

Desse modo, a Dra. Venturelli ressalta que o laser não é um procedimento padronizado e que cada pessoa demanda protocolos específicos.

“O comprimento de onda, a fluência, o número de passes e o resfriamento da pele variam de acordo com a área tratada e o fototipo do paciente. Quando esses parâmetros são ignorados, o risco de queimadura aumenta consideravelmente.”

 

A importância do profissional habilitado e da clínica adequada

O crescimento das clínicas estéticas em todo o país ampliou o acesso aos tratamentos com laser, mas também aos acidentes.

“Ainda há locais que tratam o laser como um simples serviço estético, sem responsabilidade médica direta. Isso é um erro grave”, alerta a dermatologista.

“A aplicação deve ocorrer ou supervisionada por um médico com especialização em dermatologia e experiência em laserterapia. É fundamental que o aparelho tenha manutenção e registro adequados, e que o paciente receba explicações claras sobre os riscos e cuidados pós-procedimento.”

Ela reforça que o paciente tem direito a uma avaliação prévia, termo de consentimento, fotografias antes e depois, além de orientações escritas sobre o pós-procedimento.

 

Sinais de alerta após o tratamento

Segundo a Dra. Venturelli, a recuperação deve ter acompanhamento com atenção.

“Vermelhidão e leve ardência são esperadas nas primeiras horas. Mas se houver bolhas, crostas, dor intensa, inchaço exagerado ou sensação de ‘pele queimada’, é preciso procurar um dermatologista imediatamente”, orienta.

“Quanto mais cedo o tratamento, menores as chances de cicatriz ou hiperpigmentação.”

Desse modo, os cuidados incluem uso rigoroso de protetor solar, hidratação contínua, evitar calor excessivo, banhos quentes, maquiagem nas primeiras 48h e exposição solar direta até liberação médica.

Além disso, para a Dra. Venturelli, o laser é uma ferramenta transformadora — quando usada corretamente.

“Os resultados podem ser excelentes: melhora da textura, das manchas e da firmeza da pele. Mas é essencial que o paciente entenda que o laser não é um procedimento simples. Ele precisa ser feito com critério, por quem tem preparo médico e com protocolos individualizados.”

 

Sobre a Dra. Natália Venturelli

Médica Dermatologista desde 2010 e pós graduada em Estética, atua há mais de 15 anos com estética facial e corporal.

Aliás, ela é fundadora da Clínica Venturelli, onde desenvolveu um método próprio voltado à beleza natural e resultados sustentáveis.

Redação Fatos Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *