Durante um evento realizado nesta quinta-feira (13), dois nomes de peso do ecossistema tecnológico brasileiro compartilharam suas visões sobre o impacto da transformação digital e da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo. Cris Junqueira, cofundadora do Nubank, e Guilherme Horn, CEO do WhatsApp Brasil, destacaram como essas mudanças vêm moldando o futuro das empresas e o comportamento dos consumidores.
A origem do Nubank e a mudança no relacionamento com o cliente
Cris relembrou o início da jornada do Nubank, há 12 anos, quando o cenário financeiro era dominado por processos burocráticos e atendimento precário.
“O setor financeiro é sempre o mais valioso, mas o cliente se sentia muito maltratado. Era difícil resolver qualquer coisa pelo celular. Mesmo com aplicativos, tudo terminava em uma agência”, contou.
Segundo ela, o Nubank nasceu para resolver justamente essa dor. “A gente tinha que continuar pagando alguns dos maiores juros e tarifas do mundo, com serviços ruins. Foi nesse contexto que o Nubank começou, e seguimos pensando nos próximos 10, 20, 30 anos, sempre tentando resolver problemas reais do cliente”, destacou Cris.

A revolução da inteligência artificial nas empresas
Já Guilherme Horn reforçou que a inteligência artificial representa uma revolução comparável à chegada da energia elétrica.
“Noventa por cento das empresas estarão usando IA até o fim do ano. Essa tecnologia não é mais para o futuro, é uma oportunidade para empresas de todos os tamanhos ganharem tempo e competitividade”, afirmou.
Segundo o executivo, a IA permite que negócios que ainda não fizeram a transformação digital deem um salto e alcancem quem saiu na frente. “Ela traz a possibilidade de recuperar o tempo perdido. É uma oportunidade que muitos ainda não enxergaram”, completou.
IA não substitui pessoas, mas transforma funções
Horn fez questão de ressaltar que a IA não veio para substituir o ser humano, mas para empoderá-lo.
“Ela vai substituir tarefas e algumas funções, mas não cargos. É importante entender como ela pode ajudar no seu trabalho. A inteligência humana vai muito além da racionalidade cognitiva”, explicou.
Para ele, o grande desafio está em superar o medo e experimentar novas ferramentas. “Não tenha medo de testar. Vencer a barreira inicial é o primeiro passo”, disse.
Inovação como fator de sobrevivência
Guilherme Horn foi direto ao ponto: inovar não é mais uma escolha, é uma necessidade.
“Ninguém é capaz de dizer o que será do seu setor ou produto daqui a 10 anos. Inovar é parte da receita para a sobrevivência das organizações. Todos os concorrentes estão inovando, e quem não acompanhar ficará para trás”, alertou.
Um futuro moldado pela tecnologia
A mensagem dos dois executivos é clara: a transformação digital e a inteligência artificial não são o futuro — são o presente.
As empresas que entenderem isso primeiro terão a chance de moldar o mercado e definir o rumo dos próximos anos.

