Santos começa nesta terça-feira (9) a aplicação da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. As doses, adquiridas pelo Ministério da Saúde, estarão disponíveis nas policlínicas das 9h às 16h para mulheres que fazem pré-natal nas redes pública ou privada.
Para receber a vacina, a gestante deve apresentar documento com foto e a caderneta de pré-natal. Menores de 18 anos precisam ir acompanhadas de um responsável.
O VSR causa a maior parte dos casos de bronquiolite e pneumonia em crianças com até 2 anos. A vacina protege contra os subtipos A e B e reduz o risco de complicações graves. Só neste ano, 106 bebês de zero a 2 anos foram internados em Santos por infecções relacionadas ao vírus.
Entretanto, a Prefeitura já mapeou as gestantes elegíveis que fazem pré-natal na rede municipal. Ademais, a equipe de saúde iniciou o contato nesta segunda-feira (8) para convocá-las para a vacinação.
Como funciona a vacinação
As gestantes receberão dose única, sem limite de idade materna. A imunização transmite anticorpos ao bebê pela placenta, criando proteção principalmente nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade. A vacina deve ser tomada a cada gestação.
Portanto, segundo o Ministério da Saúde, o VSR responde por 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Em bebês com menos de 6 meses, o risco de agravamento é maior. A expectativa do governo é evitar cerca de 28 mil internações em todo o País com a nova vacina. Até o fim do ano, 1,8 milhão de doses serão distribuídas nacionalmente.
O que já existe na rede
Desde 2013, o SUS oferece o anticorpo palivizumabe para crianças com maior risco de complicações pelo VSR, como prematuros extremos e pequenos com doenças pulmonares ou cardíacas graves. Em Santos, o atendimento ocorre no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, no Hospital Guilherme Álvaro, mediante prescrição médica.
Contudo, com a nova vacina para gestantes, o município amplia a proteção e reforça estratégias para reduzir internações de bebês durante o período de maior circulação do vírus.

