O Santos abriu o planejamento de 2026 com debates intensos sobre o futuro do elenco, ajustes financeiros e metas esportivas. A diretoria analisa caminhos distintos após um 2025 tenso, que terminou com pressão até a última rodada do Brasileirão.
Marcelo Teixeira demonstra desconforto com o desempenho recente e defende mudanças amplas. Ele vê a próxima temporada como um desafio maior, já que o clube disputará quatro competições e enfrentará um calendário mais pesado. O presidente reforça a necessidade de montar um time mais forte e evitar erros no início do ano, quando o Estadual já exige competitividade.
Alexandre Mattos adota outro tom. O executivo prefere cautela e projeta intervenções pontuais. Ele aposta na base, em oportunidades de mercado e em jogadores do elenco atual que ainda podem evoluir. Mattos descarta qualquer ruptura brusca e afirma que os recursos financeiros exigem responsabilidade.
O clube analisa saídas, sobretudo de atletas com pouco espaço ou relação desgastada. O caso de Guilherme, prestes a deixar a equipe após conflitos com parte da torcida, exemplifica esse movimento.
As finanças pesam no planejamento. O Santos prevê cerca de R$ 178 milhões em receitas extraordinárias para 2026 e considera negociações de jogadores essenciais para manter o equilíbrio do caixa e sustentar o projeto esportivo.
A situação de Neymar ocupa o centro das discussões. A diretoria trata a renovação do camisa 10 como prioridade e acredita que sua permanência influencia diretamente o mercado, atrai reforços e orienta a construção do elenco para a próxima temporada.

