A busca por preços mais baixos na hora de comprar um computador pode esconder armadilhas que vão muito além da economia imediata. No mercado de informática, cresce o número de equipamentos vendidos como novos, mas montados com peças usadas ou recondicionadas, prática que compromete desempenho, durabilidade e a confiança do consumidor.
Sendo assim, o CEO da X-Factor Soluções em Informática, Luiz Capelas , infelizmente está sendo mais comum do que deveria.
“Também em estabelecimentos físicos, mas principalmente no e-commerce, muitas empresas estão vendendo máquinas com carcaças novas, mas que se utilizam de peças usadas ou recondicionadas. No comércio online isso se torna mais intenso por conta da impossibilidade de o cliente ter contato direto com a loja. Por conta disso, quando a máquina apresenta problemas pouco tempo após a compra, muitas pessoas acabam indo atrás de assistências técnicas para tentar resolver os problemas de máquinas que teoricamente seriam novas”.
Componentes mais reutilizados
Além disso, sobre os componentes mais frequentemente reutilizados em máquinas comercializadas como novas, o especialista cita que são Processador, Placa-Mãe, Placa de Vídeo e Memória RAM (que são a base principal de qualquer computador).
Aliás, segundo ele, ainda, na China existem diversas empresas que pegam placas antigas e com defeituosas, retiram os componentes internos e os reutilizam para criar “placa novas”. Por mais que a placa tenha sido confeccionada agora, os componentes internos dela são antigos e usados. Por conta disso essa placa acaba não tendo procedência nenhuma visto que não se sabe o quanto aqueles componentes reutilizados já foram usados, o quanto degradado já estão, como foi sua conservação durante esse período, etc.
Peça velha
Um detalhe importante para se observar é do ponto de vista técnico, quais sinais permitem identificar que uma peça não é nova, mesmo quando o equipamento aparenta estar lacrado ou recém-montado?
O CEO aborda que o principal fator que vem por levantar uma bandeira de alerta é o preço. Máquinas muito abaixo do preço de mercado não tem como se utilizar de peças novas e atuais. Então quando você se deparar com a propaganda de uma máquina nova com um preço muito barato, tome cuidado.
Porém, do ponto de vista técnico podemos nos atentar ao ano de lançamento das peças do computador. Existem softwares que mostram os modelos de cada peça interna e com uma rápida pesquisa na internet já podemos verificar o período de comercialização daquela peça.
Por último, ao se abrir e analisar internamente a máquina, um técnico com experiência consegue perceber quando os componentes são novos ou não por conta da própria coloração dos mesmos e pelos padrões das conexões internas.
Vida útil
Se existe alguma diferença funcional ou de vida útil entre uma peça nova e uma recondicionada quando não há transparência na venda, o CEO menciona que sim.
“Uma máquina que se vale de peças antigas não terá o mesmo rendimento e não entregará a mesma qualidade e velocidade de uma máquina com peças novas e atuais. Além disso, a vida útil também é aquém do normal e muitas vezes apresentam problemas em poucos meses ou até dias após a compra.”
Como perceber?
Contudo, é importante saber até que ponto o consumidor comum consegue perceber esse tipo de prática sem apoio técnico especializado.
Para Luiz Capelas, o fator mais indicativo desse tipo de prática é o preço. Quando o consumidor comum se deparar com um anúncio onde uma máquina custa cinco mil reais e outro anúncio onde a máquina custa apenas mil, é importante que ele pare e tente ir atrás das especificações dessa máquina mais barata.
Empresas
Aliás, o CEO também aborda como empresas sérias do setor deveriam agir para evitar esse tipo de problema e garantir transparência ao cliente.
“Isso vai de acordo com os princípios de cada empresa e seus gestores. Empresas que zelam pela qualidade e tem compromisso com o seu público, oferecendo produtos que venham realmente a satisfazer a necessidade do seu cliente, essas empresas não se utilizam dessa prática.
Porém quando a empresa visa apenas o lucro, essa prática se torna uma mina de ouro, se valendo da falta de conhecimento das pessoas e vendendo lixo eletrônico como novo apenas para aumentar seu capital. Nós da X-Factor Soluções em Informática não nos valemos dessa prática e temos sempre o compromisso de qualidade e transparência com o nosso público.”
