Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após vários dias de forte volatilidade, o mercado financeiro brasileiro teve um dia de trégua nesta terça-feira (23). O dólar caiu quase 1% depois de sete altas consecutivas, enquanto a Bolsa de Valores recuperou o patamar dos 160 mil pontos e alcançou o melhor nível em oito dias.

O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,531, com queda de 0,95%. A moeda começou o dia estável, mas passou a recuar com força a partir das 11h30. Nesse horário, o Banco Central interveio no mercado de câmbio e o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou o cancelamento de uma entrevista prevista para um portal de notícias.

Durante o dia, o Banco Central vendeu US$ 500 milhões dos US$ 2 bilhões ofertados em leilão de linha. A operação utiliza dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra futura e aumenta a liquidez no mercado. Mesmo com a queda desta terça-feira, o dólar acumula alta de 3,69% em dezembro. No ano de 2025, a moeda registra desvalorização de 10,5%.

O mercado acionário também reagiu de forma positiva. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,46% e encerrou o pregão aos 160.486 pontos. O resultado marcou o maior nível desde o último dia 15.

Fatores políticos e econômicos influenciaram o desempenho dos ativos. Além do impacto do cancelamento da entrevista de Bolsonaro, a divulgação do IPCA-15 de dezembro animou os investidores. A prévia da inflação oficial ficou abaixo das projeções do mercado e encerrou 2025 em 4,41%, dentro do intervalo da meta estabelecida.

No câmbio, a atuação do Banco Central ajudou a conter a pressão sobre o dólar. O leilão de linha ampliou a oferta de moeda estrangeira e atendeu à demanda de empresas que costumam remeter lucros e dividendos ao exterior no fim do ano.

Redação Fatos Fontes

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