Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25), em um hospital particular de Brasília (DF). O procedimento durou mais de três horas, transcorreu conforme o esperado e não apresentou complicações, segundo a equipe médica.

A cirurgia ocorreu com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Médicos transferiram Bolsonaro para o quarto após o término da operação, onde ele permanece em observação pelos próximos dias.

“O procedimento ocorreu sem nenhuma intercorrência”, afirmou o cirurgião Cláudio Birolini, responsável pela operação, em entrevista a jornalistas.

De acordo com o médico, a equipe identificou uma hérnia em estágio inicial no lado esquerdo do abdômen, menor que a do lado direito. Mesmo assim, os profissionais decidiram corrigir os dois lados no mesmo procedimento para evitar uma nova cirurgia no futuro.

Durante a operação, realizada com anestesia geral, os médicos implantaram tela de polipropileno na parede abdominal para reforço da região e prevenção de novas hérnias.

A previsão médica aponta um período de cinco a sete dias de recuperação, com acompanhamento clínico, fisioterapia e medidas preventivas contra complicações vasculares, como tromboembolismo venoso.

A equipe também acompanha os soluços persistentes que afetam Bolsonaro há meses. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, o quadro preocupa por interferir na respiração, no sono e na recuperação pós-operatória.

“Esse soluço agride o organismo no momento em que ele precisa se recuperar”, afirmou o médico. A equipe intensificará o tratamento medicamentoso nos próximos dias e avaliará a necessidade de um novo procedimento cirúrgico, possivelmente na próxima semana.

Situação judicial e vigilância

Condenado pela trama golpista relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 25 de novembro, por decisão do STF.

Agentes da Polícia Federal conduziram Bolsonaro ao hospital e mantêm vigilância permanente durante a internação, com dois policiais na porta do quarto e equipes de apoio dentro e fora da unidade hospitalar. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanha o ex-presidente.

Redação Fatos Fontes

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