Santos lidera o ranking de ilhas de calor no litoral de São Paulo e chama a atenção de especialistas em clima urbano. A intensa verticalização, aliada à redução de áreas verdes, aumenta a retenção de calor e eleva as temperaturas em diferentes bairros da cidade.
Prédios altos, ruas estreitas e grande volume de concreto dificultam a circulação do vento. Esses fatores intensificam o aquecimento durante o dia e mantêm o calor acumulado à noite. Como resultado, a sensação térmica cresce e afeta diretamente o conforto da população.
Regiões com maior adensamento urbano apresentam temperaturas mais altas do que áreas com arborização preservada. A diferença térmica pode chegar a vários graus, o que pressiona o consumo de energia elétrica e amplia o uso de equipamentos de refrigeração.
O calor excessivo impacta a saúde pública, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias. O fenômeno também agrava a poluição do ar e reduz a qualidade de vida nos períodos mais quentes do ano.
Especialistas defendem medidas urbanas sustentáveis para reduzir as ilhas de calor. Entre as soluções estão o plantio de árvores, a criação de corredores verdes, o uso de materiais que refletem a radiação solar e a revisão das regras de ocupação do solo.
O avanço das ilhas de calor reforça a importância do planejamento urbano diante das mudanças climáticas e do crescimento das cidades litorâneas.

