Em 2026, os orelhões completam 55 anos de história no Brasil. Ao mesmo tempo, vivem seus últimos capítulos nas ruas das cidades, após décadas sendo fundamentais para a comunicação da população.
Instalados a partir da década de 1970, os telefones públicos fizeram parte do cotidiano antes da popularização dos celulares. Presentes em esquinas, praças, pontos de ônibus e áreas de grande circulação, eram usados para ligações urgentes, recados rápidos e contato com familiares, inicialmente com fichas e, mais tarde, com cartões telefônicos.
Atualmente, restam pouco mais de 2 mil orelhões em funcionamento em todo o país. Com o fim das concessões da telefonia fixa, operadoras iniciaram a retirada de cerca de 30 mil carcaças espalhadas pelas cidades, marcando o encerramento gradual desse serviço.
Apesar disso, alguns aparelhos ainda devem permanecer até 2028 em regiões onde não há outra alternativa de comunicação. A tendência, porém, é que eles desapareçam quase por completo da paisagem urbana.
Mais do que equipamentos, os orelhões representam um período importante da história social e tecnológica do Brasil. Símbolos de um tempo em que a comunicação exigia pausa, espera e presença física, eles seguem vivos na memória coletiva de gerações que dividiram histórias, encontros e despedidas ao som das fichas caindo.

