A Prefeitura de Santos começou a implantar o Building Information Modelling (BIM) como padrão nos projetos e obras de engenharia para melhorar a qualidade, ampliar o controle técnico e garantir mais transparência no uso dos recursos públicos.
A metodologia organiza cada etapa da construção por meio de modelos digitais tridimensionais que concentram informações sobre materiais, cronogramas, custos e processos. O sistema permite integração entre arquitetura, estruturas e instalações desde o planejamento até a manutenção dos equipamentos públicos.
O Governo Federal lançou a estratégia em 2019 e transformou o BIM em política pública permanente após aprovação de lei na Câmara. Agora, Santos adota o modelo para alinhar a gestão municipal às práticas nacionais de modernização.
Implantação
A Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) coordena a implementação por atuar diretamente na zeladoria urbana e no gerenciamento de ativos públicos. Um grupo técnico com representantes de outras secretarias apoiará a expansão da metodologia.
Entretanto, o BIM garante previsibilidade, reduz retrabalhos e melhora o acompanhamento das obras. A integração total dos dados permite decisões mais rápidas e planejamento mais preciso.
Por isso, a Caixa Econômica Federal incluiu o uso do BIM como critério no Selo de Governança Sustentável por ampliar a rastreabilidade em todas as fases das obras. Santos mantém atualmente o nível safira, o segundo mais alto da classificação.
Transparência e controle
O controlador-geral Mariano Gonçalves afirma que o BIM permite extrair quantitativos automaticamente, simular cenários e compatibilizar projetos antes da execução, fatores que reduzem aditivos contratuais e desperdícios.
Além disso, a metodologia amplia o acesso às informações durante todo o ciclo do empreendimento e fortalece a fiscalização, além de tornar a prestação de contas mais clara para a sociedade.

