Foto: Felipy Brandão

À beira-mar, em uma charmosa casa simples e acolhedora de São Vicente, funciona um dos símbolos mais tradicionais da cidade. A Casa das Bananadas, fundada em 1921 por Maria Blume, é referência quando o assunto é tradição, memória e gastronomia local.

A doceria nasceu de forma artesanal e atravessou gerações. Hoje, é comandada por Osnilda Blume, de 77 anos, neta da fundadora. Mais do que um comércio de doces, o espaço é considerado um verdadeiro patrimônio cultural vicentino.

Tradição que atravessa gerações

A história começou quando Maria Blume chegou à região com a família e encontrou na produção de doces uma forma de complementar a renda. A bananada, feita com banana prata e sem conservantes, rapidamente conquistou moradores e visitantes.

Com o passar dos anos, novas receitas passaram a integrar o cardápio. Entre elas estão o doce de abóbora com receita de fazenda, o doce de batata roxa, quindim, cocada assada, bom-bocado e versões com banana e chocolate. Muitos desses produtos já receberam destaque na imprensa e prêmios gastronômicos.

Foto: Carla Oliveira

Um doce cartão-postal de São Vicente

Além dos sabores tradicionais, a Casa das Bananadas se tornou um ponto turístico obrigatório em São Vicente. Localizada próxima à Ponte Pênsil, oferece uma das vistas mais bonitas do litoral paulista, unindo gastronomia, história e paisagem.

Andrea, filha de Dona Osnilda, destaca a importância de fortalecer a divulgação turística do local.

“Se houvesse mais placas indicando a casa, muitas pessoas que passam pela região poderiam conhecer o espaço e valorizar não só o doce, mas toda a história que ele representa.”

Resistência, memória e identidade cultural

Em meio à gourmetização e às tendências modernas da confeitaria, a Casa das Bananadas segue fiel às receitas originais. A simplicidade e o sabor afetivo continuam sendo os grandes diferenciais.

Celebrar mais de um século de atividade ininterrupta, especialmente no aniversário de São Vicente, é reafirmar o valor do trabalho artesanal. Cada doce produzido ali carrega história, identidade e uma experiência cultural única, que só São Vicente pode oferecer.

Carla Oliveira

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