O dólar voltou a subir e fechou acima de R$ 5,20 nesta sexta-feira (13), em um pregão marcado por instabilidade no mercado internacional e por ajustes de posições antes do feriado de carnaval. Ao mesmo tempo, a bolsa de valores recuou pelo segundo dia consecutivo, já que investidores aproveitaram os ganhos recentes para vender ações e garantir lucros.
A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,229, com alta de 0,57%. Durante a manhã, o dólar chegou a R$ 5,25, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco no exterior. No entanto, ao longo da tarde, a cotação perdeu força após a redução das tensões nos mercados dos Estados Unidos. Apesar da alta recente, o dólar acumulou avanço de apenas 0,18% na semana e manteve queda de 4,72% no acumulado de 2026.
No mercado de ações, o movimento seguiu a mesma cautela. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 186.464 pontos, com recuo de 0,69%. Ao longo do dia, o índice chegou a cair quase 2%, mas reduziu as perdas no período da tarde, influenciado pela alta do petróleo e pela melhora do desempenho das bolsas norte-americanas.
O cenário externo continuou no centro das atenções dos investidores. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou 0,2% em fevereiro, resultado que não trouxe alívio para os mercados. Além disso, a criação de empregos acima do esperado, divulgada no meio da semana, diminuiu as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses, o que reforçou a pressão sobre moedas de países emergentes.
Outro fator que manteve o mercado em alerta envolveu o setor de tecnologia. As preocupações com uma possível bolha ligada à inteligência artificial continuaram a afetar o desempenho das ações. Nesse contexto, o índice Nasdaq recuou 0,22%, enquanto os demais índices das bolsas norte-americanas fecharam com leves altas.
No mercado interno, a realização de lucros ganhou força ao longo do pregão. Os investidores aproveitaram a recente queda do dólar para recompor posições na moeda e, ao mesmo tempo, venderam ações após a sequência de recordes da bolsa, movimento que ajudou a explicar o recuo do Ibovespa no dia.

