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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) e ultrapassaram novamente a marca de US$ 100 por barril. O movimento ocorreu após novos ataques contra infraestruturas petrolíferas e navios na região do Golfo Pérsico, cenário que elevou a tensão no mercado global de energia.

O barril do Brent Crude Oil, referência internacional para o mercado, chegou a US$ 101,57 por volta das 12h45, com alta diária de cerca de 10,4%. O valor não atingia três dígitos desde o início da semana. Na segunda-feira, o preço chegou ao pico semanal de US$ 119,46.

Nos Estados Unidos, o barril do West Texas Intermediate também avançou. A cotação alcançou US$ 97,16 durante o dia e registrava US$ 95,44 no mesmo horário, com alta de 9,28%.

O mercado reagiu aos novos ataques contra navios e instalações de energia na região do Golfo. A escalada do conflito ampliou o risco de interrupção no fornecimento global de petróleo.

Liberação de reservas tenta conter preços

A Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. A decisão representa a maior intervenção do tipo já realizada pela entidade, que reúne 32 países.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou a disponibilização de 172 milhões de barris a partir da semana seguinte.

Especialistas avaliam que a medida deve ter efeito limitado no curto prazo. Analistas apontam que a liberação das reservas não resolve o principal fator de pressão: o risco de bloqueio no transporte de petróleo na região do Golfo.

Estreito de Hormuz preocupa mercado global

O centro das preocupações do mercado internacional está no Estreito de Hormuz, rota considerada estratégica para o comércio de energia. Aproximadamente 20% do petróleo produzido no mundo passa pela região.

A interrupção do tráfego marítimo no local pode provocar impacto direto no abastecimento global de petróleo e gás natural.

Relatório da Agência Internacional de Energia aponta que o conflito já provoca o maior choque de oferta de petróleo da história recente. A entidade estima redução de cerca de 10 milhões de barris diários na produção dos países do Golfo Pérsico.

Ataques ampliam tensão na região

Autoridades registraram ataques contra navios petroleiros e instalações de combustível em diversos países do Oriente Médio. Dois navios pegaram fogo no mar do Iraque após explosões durante a madrugada.

Outras embarcações também sofreram ataques próximos aos Emirados Árabes Unidos e ao Bahrein. Um navio porta-contêineres da empresa Hapag-Lloyd registrou incêndio após ser atingido por fragmentos de projéteis.

Depósitos de combustível também sofreram danos em países como Omã e Arábia Saudita. Explosões foram relatadas ainda em áreas urbanas de Dubai.

O conflito começou após ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra instalações militares no Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irã enfrenta pressão militar crescente. Autoridades iranianas, por outro lado, indicaram disposição para prolongar o conflito.

Bolsas globais operam em queda

A escalada da tensão internacional aumentou a aversão ao risco entre investidores. O índice europeu STOXX Europe 600 recuava cerca de 1,27%.

Nos Estados Unidos, os índices Nasdaq Composite, Dow Jones Industrial Average e S&P 500 também registravam perdas.

Na Ásia, mercados como Nikkei 225, em Japão, e o CSI 300, que reúne grandes empresas da China, encerraram o pregão em queda.

Impactos globais e efeitos econômicos

Analistas avaliam que a crise pode provocar forte impacto na economia mundial caso o fluxo de petróleo permaneça restrito no Golfo Pérsico.

A alta dos preços da energia também pressiona combustíveis, transporte e inflação em diversos países. Governos e empresas monitoram o cenário diante do risco de prolongamento do conflito.

A escalada da crise no Oriente Médio mantém o mercado global de petróleo sob forte tensão e amplia o risco de impactos econômicos em todo o mundo.

Redação Fatos Fontes

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