Depois de um verão marcado por chuvas intensas e temperaturas mais amenas do que o habitual, o outono chega nesta sexta-feira (20) trazendo uma mudança gradual no tempo, sem redução brusca no calor.
A estação de transição rumo ao inverno começa ainda com ‘cara de verão’, mantendo o calor e com redução das chuvas nos primeiros dias.
Porém, antes da mudança, a sexta (20) amanhece com áreas de instabilidade atuando, deixando o céu mais nublado com previsão de chuvas em alguns períodos do dia, com intensidade fraca a moderada sem grandes volumes.
A partir de sábado (21), as mudanças já começam a ser sentidas com as instabilidades se afastando e o tempo firme predominando, sem previsão de chuva. O sol retorna com mais força no domingo (22), quando a temperatura pode chegar a cerca de 29°C.
Verão
O verão que se despede foi marcado por chuvas acima da média, tanto em volume quanto em frequência, especialmente em fevereiro. Ao todo, foram registrados 544,0 mm no período, cerca de 85% acima da média histórica (292,6 mm) e com precipitação em 22 dos 28 dias de fevereiro.
Além de fevereiro, janeiro e o início de março também tiveram alta frequência de sistemas de chuva. O cenário contribuiu para temperaturas mais amenas do que o normal para a estação, com menos episódios de calor intenso.
Nova estação
O outono chega com a tendência de redução na frequência das chuvas, o que deve proporcionar mais dias seguidos de tempo firme e presença de sol. As temperaturas tendem a se aproximar da média ou até superá-la em alguns períodos, especialmente entre o final de março e abril, mantendo a sensação de calor.
A queda mais significativa deve ocorrer apenas a partir de maio, quando começam os avanços das primeiras ondas de frio, mais comuns no fim da estação.
Em relação às chuvas, não há indicativo de volumes acima ou abaixo da média ao longo do outono. Ainda assim, episódios de chuva forte não estão descartados, embora a tendência seja de diminuição na frequência e intensidade em comparação com o verão, período mais chuvoso do ano.
Ressacas
Um ponto de atenção é o aumento na frequência de ressacas marítimas. Esses eventos podem causar impactos em estruturas costeiras, além de provocar alagamentos pontuais e interferências no trânsito, podendo afetar serviços essenciais para a região, como as travessias de catraias e balsas entre Santos e Guarujá.

