Foto: Divulgação

O espetáculo “Vozes Veladas” leva ao público uma reflexão sobre a censura e a repressão ao longo da história do Brasil. A montagem destaca obras proibidas, valoriza a resistência artística e propõe um mergulho crítico no período da ditadura militar.

O Coletivo (a)gente realiza o projeto em parceria com a Cipó Produções e retoma a ocupação de espaços públicos em Santos. O grupo promove um ensaio aberto e duas apresentações gratuitas nos dias 27 de março, 4 de abril e 9 de maio.

A dramaturgia combina análise crítica e narrativa ficcional. O espetáculo utiliza linguagens diversas, como leituras históricas, textos líricos, dramáticos, biográficos, narrativos, plásticos e musicais.

A artista visual, pesquisadora e educadora Natália Brescancini define a montagem como uma experiência imersiva. Segundo ela, o trabalho investiga a censura desde a colonização até a atualidade, com base em textos vetados ao longo do tempo.

A criação nasce de um processo coletivo, com dramaturgia própria e músicas inéditas. A equipe desenvolve a pesquisa a partir de materiais censurados e inclui a obra “Reportagem de um Tempo Mau” (1965), do santista Plínio Marcos, ainda pouco difundida.

O espetáculo também amplia o debate sobre os mecanismos de censura e sua permanência hoje. A equipe utiliza como base o acervo do Arquivo Público Estadual Miroel Silveira, que reúne textos censurados e registros de vetos a peças teatrais.

Programação

27 de março, às 19h
Ensaio aberto na Futrica Economia Criativa
O público acompanha o processo criativo da montagem.

4 de abril, às 21h
Primeira apresentação na Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive
O espaço abriga famílias do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). A organização solicita reserva antecipada e incentiva a doação de alimentos e produtos de limpeza. A equipe adapta a encenação ao local.

9 de maio, às 21h
Apresentação final na Vila do Teatro
Entrada gratuita, sem necessidade de reserva.

O projeto leva o teatro para além dos palcos convencionais e aproxima a arte do cotidiano das pessoas. A equipe aposta na troca direta com o público e na ocupação de territórios como forma de fortalecer espaços de convivência e resistência.

A Prefeitura de Santos selecionou a iniciativa por meio do Edital de Chamamento Público nº 004/2024-SECULT. O projeto recebe recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Lei nº 14.399/2022).

Redação Fatos Fontes

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