Foto: Raul Baretta/Santos FC

Centenas de devotos participaram, neste domingo (22), da 26ª Procissão de Iemanjá, em Santos. A chuva persistente não afastou o público da Praça Luiz La Scala, na Ponta da Praia, nem da faixa de areia em frente ao local.

Representantes de religiões de matrizes africanas, praticantes e autoridades celebraram a ‘rainha do mar’ com ritos tradicionais e programação cultural ao longo do dia.

“A chuva representa bênçãos para nossa rainha. O tempo fechado não diminuiu a presença do público e mostra o amor das pessoas por Iemanjá”, afirmou o babalorixá Marcelo de Ologunédé, coordenador da Casa de Culto Afro-Brasileiro Ilê Asé Sobo Oba Àrirá, parceira da Secretaria de Cultura (Secult) na organização do evento.

A programação incluiu apresentações artísticas e religiosas e feira de economia criativa com artesanato, arte urbana, moda, produtos autorais e gastronomia. Empreendedoras do coletivo AFROTU organizaram os estandes.

No encerramento, participantes conduziram a imagem de Iemanjá em procissão terrestre até a Ponte Edgar Perdigão. As condições climáticas permitiram apenas a saída de uma escuna para o percurso marítimo, transportando a imagem e o presente dedicado à orixá.

Tradição que atravessa gerações

O nome Iemanjá tem origem no idioma yorubá, a partir da expressão “Yéyé Omó Ejá”, que significa “mãe cujos filhos são peixes”.

A podóloga Alessandra Barroso participou da procissão ao lado do filho Nathan, de sete anos. Ela atribui à orixá a proteção durante a gestação. “Pedi ajuda em um momento difícil da gravidez. Meu filho nasceu forte e saudável, um dia depois de 3 de fevereiro”, relatou.

Redação Fatos Fontes

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