A prévia da inflação no setor de alimentação registrou queda pelo segundo mês consecutivo. A análise é da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) da Baixada Santista, com base nos dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A entidade representa cerca de 10 mil comerciantes de bares e restaurantes do Litoral Paulista e acompanha mensalmente os indicadores econômicos que impactam o setor.
Em fevereiro de 2026, o IPCA-15 geral foi de 0,84%, acima do índice de janeiro, que ficou em 0,20%. No acumulado do ano, a alta chega a 1,04%. Nos últimos 12 meses, o índice soma 4,10%. Em fevereiro de 2025, a taxa havia sido de 1,23%.
Alimentação apresenta desaceleração
Apesar da alta no índice geral, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou desaceleração. A variação caiu de 0,31% em janeiro para 0,20% em fevereiro.
A alimentação no domicílio teve aumento de 0,09% em fevereiro. O resultado é menor que o registrado em janeiro, quando a alta foi de 0,21%.
Entre os produtos que tiveram aumento estão o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%). Já algumas quedas ajudaram a aliviar os preços, como o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).
Alimentação fora de casa
A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em fevereiro, também abaixo do resultado de janeiro, que foi de 0,56%. As maiores altas foram nas refeições (0,62%) e nos lanches (0,28%).
Segundo o líder institucional da Abrasel Baixada Santista, Luan Paiva, o momento exige atenção dos empresários.
“O cenário exige equilíbrio. Mesmo com algumas quedas pontuais, os empresários precisam ficar atentos à sustentabilidade financeira dos negócios. É importante pesquisar e buscar melhores preços junto aos fornecedores”, afirma.
Custos de transporte impactam o setor
Outro grupo analisado pelo IBGE foi o de Transportes, que registrou alta de 1,72%. O aumento impacta diretamente os custos logísticos e de distribuição.
De acordo com o líder de relacionamento da Abrasel Baixada Santista, Guilherme Karaoglan, os empresários têm buscado absorver parte dos custos para evitar repasses ao consumidor.
“O setor tem feito esforço para não repassar todos os custos ao consumidor. Isso ajuda a manter o movimento nos estabelecimentos, mas exige planejamento e eficiência na gestão”, explica.
Variação dos preços por grupo
Educação: 5,20%
Transportes: 1,72%
Saúde e cuidados pessoais: 0,67%
Comunicação: 0,39%
Artigos de residência: 0,21%
Alimentação e bebidas: 0,20%
Despesas pessoais: 0,20%
Habitação: 0,06%
Vestuário: -0,42%

