Foto: Reprodução/Siemaco

A paralisação de trabalhadores da limpeza urbana impacta a coleta de lixo em cidades da Baixada Santista nesta segunda-feira (16). O movimento atinge Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Bertioga, com reflexos diretos em diversos bairros ao longo do dia.

O SIEMACO Baixada Santista organiza a mobilização e cobra esclarecimentos sobre os valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025. A entidade aponta insatisfação da categoria com os critérios de cálculo e defende transparência na remuneração.

Uma audiência de conciliação ocorre no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista, para tentar resolver o impasse. Até o momento, não há definição sobre acordo entre trabalhadores e empresas.

As empresas Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e Consórcio PG Eco Ambiental contestam a paralisação na Justiça. As companhias afirmam que cumpriram o pagamento do PPR dentro do prazo e seguem critérios adotados desde 2014. Também defendem que a greve não atende exigências legais e alertam para riscos à saúde pública com a interrupção dos serviços.

Prefeituras da região acompanham a situação e adotam medidas para reduzir impactos. A administração de Praia Grande mobiliza equipes próprias para manter a coleta em vias principais. Em São Vicente, o governo municipal cobra normalização do serviço e orienta moradores a manterem o lixo em casa temporariamente. Já Santos monitora as negociações e afirma que mantém obrigações contratuais em dia.

A paralisação reacende um histórico recente de mobilizações. Em 2025, trabalhadores conquistaram reajuste salarial após negociação mediada pela Justiça do Trabalho. O novo impasse reforça a tensão entre categoria e empresas em um serviço essencial para a região.

Impasse sobre benefícios trava coleta e amplia pressão por acordo imediato

Redação Fatos Fontes

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