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Os novos guias do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) chamam a atenção para um tema que ainda gera dúvidas entre empreendedores: a proteção da propriedade intelectual. Para o advogado especialista em registro de marcas, César Capitani, muitas empresas deixam de proteger ativos valiosos e acabam correndo riscos desnecessários.

Proteção deve fazer parte da estratégia

Segundo Capitani, muitos empreendedores investem em produtos, marketing, redes sociais e identidade visual. No entanto, eles costumam adiar a proteção dos ativos que tornam o negócio único.

Como resultado, alguns empresários descobrem tarde demais que terceiros registraram marcas semelhantes ou até idênticas. Por isso, o especialista defende que a proteção intelectual faça parte do planejamento desde o início.

“A propriedade intelectual não deve ser vista como burocracia. Pelo contrário, ela representa um investimento capaz de evitar problemas e proteger tudo o que foi construído pela empresa”, afirma.

Tecnologia exige mais atenção

Nos últimos anos, o crescimento da inteligência artificial, dos aplicativos e das plataformas digitais ampliou a importância do registro de software.

Atualmente, muitas empresas têm no software seu principal patrimônio. Além disso, o registro ajuda a comprovar autoria e data de criação, fatores importantes em disputas judiciais e negociações comerciais.

“Muita gente acredita que apenas desenvolver o software basta. No entanto, registrar e documentar esse ativo traz mais segurança para o negócio”, explica Capitani.

Dessa forma, startups e empresas de tecnologia conseguem fortalecer sua posição no mercado e aumentar a confiança de investidores.

Sustentabilidade ganha espaço

Outro tema em destaque são as Patentes Verdes. O programa acelera a análise de tecnologias voltadas para benefícios ambientais.

Entre os exemplos estão soluções relacionadas à energia renovável, reciclagem, redução da poluição e uso eficiente dos recursos naturais.

Segundo Capitani, o Brasil possui grande potencial para estimular esse tipo de inovação. Além disso, o mercado valoriza cada vez mais empresas que unem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental.

Mentorias ajudam quem está começando

O advogado também destaca as mentorias em propriedade intelectual oferecidas pelo INPI. Em geral, startups, pequenos empresários e inventores independentes são os que mais se beneficiam da iniciativa.

Muitas vezes, essas pessoas possuem uma boa ideia, mas não sabem o que podem proteger ou quais etapas precisam seguir.

Nesse sentido, as mentorias oferecem orientação prática e ajudam a evitar erros que podem gerar custos elevados no futuro.

“A mentoria transforma a propriedade intelectual em uma ferramenta estratégica para o crescimento dos negócios”, ressalta.

Ativos protegidos aumentam valor da empresa

Embora o registro de marca seja importante, ele representa apenas uma parte da estratégia de proteção. Dependendo da atividade da empresa, outros ativos também merecem atenção.

Patentes, softwares, desenhos industriais, direitos autorais, bancos de dados e segredos comerciais podem gerar vantagens competitivas relevantes.

Além disso, investidores analisam não apenas o faturamento atual. Eles também avaliam os diferenciais que dificultam a atuação dos concorrentes.

“Quanto mais protegidos estiverem os ativos intelectuais, maior tende a ser a percepção de valor e segurança para quem deseja investir”, conclui César Capitani.

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Redação Fatos Fontes

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