O Brasil registrou inflação de 0,58% em maio, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12). O índice desacelerou em relação a abril, quando marcou 0,67%, mas ainda assim surpreendeu o mercado.
Além disso, o resultado superou a mediana das projeções, que apontava alta de 0,53%, conforme a Bloomberg. Dessa forma, o indicador voltou a pressionar as expectativas econômicas.
Inflação acelera no acumulado e ultrapassa meta
No acumulado de 12 meses, o IPCA subiu para 4,72%, acima dos 4,39% registrados até abril. Com isso, a inflação rompeu o teto da meta do Banco Central, fixado em 4,5%.
Além disso, esse cenário não ocorria desde outubro do ano passado. Portanto, o resultado reforça o alerta sobre a trajetória dos preços no país.
Alimentos e energia pressionam preços
O grupo de alimentação e bebidas puxou a alta e avançou 1,33% no mês. Como resultado, respondeu por cerca de metade do índice geral.
Dentro desse segmento, a alimentação no domicílio subiu 1,65%, com destaque para itens como batata-inglesa, tomate, cebola e carnes.
Ao mesmo tempo, a energia elétrica também pesou no orçamento das famílias. O item subiu 3,67% e gerou forte impacto no índice geral.
Banco Central avalia impacto nos juros
Diante desse cenário, o Banco Central analisa os próximos passos da política monetária. Embora tenha iniciado cortes na Selic em março, o cenário atual exige cautela.
Assim, o Copom se reúne na próxima semana para decidir a taxa de juros. Enquanto isso, o mercado divide opiniões entre novos cortes ou uma possível pausa.
Clima e combustíveis entram no radar da inflação
Além disso, fatores externos também influenciam os preços. A guerra no exterior pressionou combustíveis e fertilizantes, o que impactou custos internos.
Por outro lado, a queda recente da gasolina e do etanol ajudou a conter parte da inflação em maio. Ainda assim, os efeitos anteriores continuam no índice.

