Foto: Henrique Teixeira/PMS

Vinte alunos do 6º ano da UME Cidade de Santos, no bairro Embaré, participaram de uma experiência inédita ao acompanhar, em tempo real, uma expedição científica internacional no fundo do Oceano Atlântico.

A atividade integrou o programa Ship-to-Shore – Escolas Azuis do Brasil, promovido pelo Schmidt Ocean Institute a bordo do navio de pesquisa Falkor (too).

Durante a transmissão ao vivo, os estudantes conheceram pesquisas realizadas na região da Cadeia Meso-Atlântica, uma extensa formação geológica submarina. A escola garantiu participação por meio de inscrição aberta a instituições brasileiras certificadas com o Selo Azul.

O projeto aproximou os alunos da exploração oceânica e ampliou conhecimentos sobre oceanografia, geologia marinha, biodiversidade e preservação ambiental. A iniciativa também estimulou a curiosidade científica e reforçou a conscientização sobre a importância dos oceanos.

Preparação em sala de aula

Antes da transmissão, professores desenvolveram atividades pedagógicas durante três dias para apresentar o tema aos estudantes. O professor de Geografia, José Machado, abordou conteúdos sobre a Cadeia Meso-Atlântica, a instituição responsável pela expedição, os objetivos da missão e os equipamentos utilizados pelos pesquisadores.

Segundo o docente, a experiência despertou grande interesse entre os alunos. As descobertas científicas e as espécies marinhas registradas durante a exploração chamaram a atenção da turma.

“Os alunos ficaram surpresos com as descobertas e com espécies que nunca tinham visto. Uma das que mais chamou a atenção foi uma estrela-do-mar que lembrava o personagem Patrick Star”, relatou o professor.

Interação com cientistas

A equipe da expedição reservou um momento para perguntas das escolas participantes. Representando a turma, o estudante Enzo Pedroso Ferro, de 11 anos, perguntou quantos vulcões submarinos os pesquisadores já haviam identificado durante as explorações.

Além de incentivar o interesse pela ciência, a atividade permitiu que os estudantes observassem, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula. Temas como localização geográfica, hemisférios, pontos cardeais e rosa dos ventos ganharam contexto real durante a experiência.

Para José Machado, o projeto fortaleceu o aprendizado ao conectar teoria e prática, tornando os conceitos mais acessíveis e estimulando o interesse dos alunos pela pesquisa científica e pela conservação dos oceanos.

Redação Fatos Fontes

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