A Prefeitura de Santos inicia, nesta quarta-feira (8), a terceira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. A ação, coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), tem como objetivo identificar áreas com maior risco de infestação do Aedes aegypti e direcionar medidas para reduzir a transmissão da dengue e da chikungunya.
Ao longo do levantamento, agentes de combate às endemias vão vistoriar aproximadamente 5,4 mil imóveis em todos os bairros da cidade, com média de 600 inspeções por bairro. O sistema de monitoramento define os locais com base nas informações coletadas pelas equipes em campo.
Índice orienta ações de prevenção
Após a coleta das amostras, técnicos calculam o Índice de Breteau (IB), indicador utilizado para medir o nível de infestação do mosquito.
De acordo com o Ministério da Saúde, índice igual ou inferior a 1 é considerado satisfatório. Ademais, entre 1 e 3,9, o resultado indica estado de alerta. Já índices superiores a 4 apontam risco de surto e exigem reforço nas ações de controle.
Entretanto, além das inspeções, equipes do grupo de Informação, Educação e Comunicação (IEC) promovem atividades educativas em policlínicas para conscientizar pacientes sobre formas de prevenção às arboviroses.
Balanço das ações em 2026
Até o momento, os 17 mutirões realizados no município eliminaram 1.209 focos com larvas do mosquito.
Por outro lado, as equipes registraram 1.161 recusas de moradores em permitir a entrada dos agentes, situação que dificulta o combate ao vetor e o monitoramento da infestação.
Casos registrados no município
Em 2026, Santos contabiliza 483 casos de dengue e um óbito permanece em investigação. Além disso, o município confirmou 15 casos de chikungunya.
Contudo, diante desse cenário, a Secretaria de Saúde reforça a importância da participação da população na eliminação de recipientes com água parada, principal ambiente de reprodução do Aedes aegypti.
Vacinação continua disponível
Enquanto mantém as ações de vigilância, a Prefeitura também disponibiliza a vacina contra a dengue nas policlínicas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Ademais, o esquema vacinal prevê duas doses, aplicadas com intervalo de três meses, conforme orientação do Ministério da Saúde.
Programação da semana
A agenda de combate às arboviroses inclui atividades educativas nas policlínicas, ações de conscientização em feira livre, continuidade da Avaliação de Densidade Larvária e capacitação de profissionais da saúde sobre prevenção e enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

