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O mercado imobiliário da Baixada Santista e a sucessão em empresas familiares foram os principais temas do Encontro de Mercado da Regional Santos do Secovi-SP. O evento foi realizado em 6 de agosto, no auditório da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS).

A programação reuniu representantes do setor imobiliário, especialistas e empresários. Além disso, apresentou dados atualizados sobre lançamentos e vendas de imóveis na região.

Secovi-SP destaca importância do planejamento

A abertura do encontro foi conduzida pelo diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini. Na ocasião, ele destacou a importância dos temas para o fortalecimento e a sustentabilidade do setor imobiliário.

Em seguida, o vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes Cesar, falou sobre a ampliação da pesquisa de mercado. Agora, o levantamento também contempla o município de Bertioga.

Além dos dados do setor, Frederico compartilhou experiências sobre o processo de sucessão empresarial em sua família. Segundo ele, o planejamento é essencial para garantir a continuidade da gestão e reduzir os impactos de uma mudança de comando.

Mercado imobiliário da Baixada Santista

Na primeira apresentação, Marcelo Gonçalves, sócio-consultor da Brain Inteligência Estratégica, apresentou os principais indicadores do mercado imobiliário da Baixada Santista no segundo trimestre de 2026.

A análise considerou o desempenho dos lançamentos e das vendas de imóveis na região. Embora os lançamentos tenham recuado no segundo trimestre, o cenário do primeiro semestre permaneceu próximo ao registrado no mesmo período de 2025.

Dessa forma, os números indicam equilíbrio entre oferta e demanda. Segundo Marcelo Gonçalves, essa relação é um dos principais indicadores para avaliar a saúde do mercado imobiliário.

Isso ocorre porque tanto o excesso quanto a falta de oferta podem influenciar a dinâmica dos preços. Por outro lado, a perspectiva para os próximos meses permanece positiva em relação à capacidade de lançamento de novos empreendimentos.

Minha Casa, Minha Vida ainda tem oferta insuficiente

Outro ponto destacado durante o encontro foi a necessidade de ampliar a oferta de imóveis destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo os dados apresentados, a oferta de unidades para o programa cresceu 24% em 2025. Ainda assim, o volume permanece insuficiente diante da demanda existente na Baixada Santista.

Além disso, Marcelo Gonçalves defendeu a criação de mecanismos públicos que estimulem a produção de moradias para esse segmento.

Santos lidera vendas de imóveis na região

Entre os municípios analisados, Santos apresentou o maior número de unidades comercializadas no segundo trimestre de 2026.

Ao todo, foram 272 unidades vendidas em Santos. Na sequência, aparecem Bertioga, com 202 unidades, e Praia Grande, com 127.

Assim, os dados apontam para um mercado imobiliário regional dinâmico. De acordo com Marcelo Gonçalves, os empreendimentos lançados apresentam boa absorção.

Além das vendas, Santos registrou valorização de 7% no valor médio do metro quadrado nos últimos 12 meses. Com isso, o preço chegou a R$ 11.856.

Intenção de compra de imóveis

Na sequência, o consultor apresentou os resultados da Pesquisa Nacional de Intenção de Compra de Imóveis.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados manifestam intenção de comprar um imóvel nos próximos meses. Desse grupo, 11% pretendem concretizar a aquisição nos próximos 12 meses.

Dessa forma, os números ajudam a dimensionar o potencial da demanda por imóveis no mercado brasileiro.

Sucessão empresarial exige planejamento

Na segunda parte do encontro, Armando Lourenzo, sócio da Lourenzo Gestão Advisory, abordou os desafios da sucessão em empresas familiares.

Segundo os dados apresentados pelo consultor, aproximadamente 95% das empresas brasileiras possuem gestão familiar.

Além disso, o levantamento indica a presença de conflitos geracionais em cerca de 85% dessas empresas. Entre os principais motivos estão diferenças de comportamento, valores e visões sobre tradição e inovação.

Por isso, Armando Lourenzo destacou que o planejamento antecipado é fundamental para uma transição organizada.

Empresas familiares precisam de regras claras

Durante a palestra, o consultor ressaltou a importância de uma metodologia estruturada para conduzir a sucessão empresarial.

Entre os fatores considerados importantes estão o desenvolvimento da inteligência emocional, a definição de regras de convivência entre os sócios e a identificação das causas dos conflitos.

Além disso, outro ponto destacado foi a necessidade de preparar gradualmente o afastamento do fundador.

Dessa forma, a transição pode ocorrer com mais equilíbrio e menor impacto sobre a gestão da empresa.

Encontro debate futuro do setor em Santos

Por fim, o Encontro de Mercado da Regional Santos do Secovi-SP reuniu dados do mercado imobiliário e informações sobre gestão empresarial.

Os debates também reforçaram desafios importantes para a Baixada Santista. Entre eles estão a ampliação da oferta de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida e o planejamento da sucessão em empresas familiares.

Assim, para o setor imobiliário de Santos e da região, os indicadores apresentados ajudam a compreender o comportamento da oferta, das vendas e da demanda por novos empreendimentos.

Redação Fatos Fontes

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