O furto de um iPhone 17 na Riviera de São Lourenço levou a Polícia Civil a uma central clandestina de celulares em Bertioga, no litoral de São Paulo. No imóvel, localizado no Jardim Rafael, os investigadores encontraram dezenas de aparelhos e uma estrutura usada para desmontar, desbloquear e reconfigurar celulares.
A operação ocorreu nesta quinta-feira (13). Ao todo, a equipe encontrou 31 celulares, 170 carcaças de aparelhos, três tablets e dois notebooks. Além disso, os policiais localizaram ferramentas, equipamentos de informática, máquinas de soldagem e diversos componentes eletrônicos.
Investigação começou após furto na Riviera
O caso começou em 10 de julho, quando criminosos furtaram o iPhone 17 na Riviera de São Lourenço. A partir de técnicas de investigação e rastreamento, os policiais conseguiram identificar um endereço na Rua Renato José Arminante.
Em seguida, a equipe da Delegacia de Polícia de Bertioga foi até o imóvel e encontrou o aparelho furtado. Durante a vistoria, os investigadores também perceberam que o local contava com uma estrutura preparada para a manipulação de celulares.
Polícia encontra aparelhos ligados a outros crimes
Além do iPhone 17, a triagem inicial identificou outros dois celulares com origem criminosa. Um deles pertence a uma ocorrência de roubo registrada em Bertioga, em fevereiro. O outro aparelho, da Motorola, foi roubado em Itaquaquecetuba no mesmo mês.
Por outro lado, a polícia ainda não conseguiu determinar a origem dos demais equipamentos. Por isso, a perícia vai analisar todo o material apreendido.
Com esse trabalho, os investigadores pretendem identificar outros celulares relacionados a furtos e roubos, localizar possíveis vítimas e descobrir quem participava do esquema.
Homem é preso durante operação
Durante a ação, os policiais prenderam um homem de 25 anos, conhecido como “Biel”. Segundo a Polícia Civil, ele admitiu que realizava procedimentos nos aparelhos mediante pagamento.
Diante dos indícios encontrados no imóvel, a polícia autuou o suspeito em flagrante por receptação qualificada. Além disso, a Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
Investigação continua
Agora, os investigadores vão analisar os celulares, peças e equipamentos encontrados no endereço. A perícia também poderá ajudar a polícia a descobrir a origem dos aparelhos e identificar outras pessoas envolvidas no esquema.
Enquanto isso, a Polícia Civil devolveu à vítima o iPhone 17 recuperado durante a operação.
Assim, a investigação pretende esclarecer como os celulares furtados e roubados chegavam até o imóvel e quem participava da posterior comercialização ou reaproveitamento dos equipamentos.

