A Prefeitura de Santos já triturou cerca de 800 quilos de galhos, folhas e outros resíduos vegetais em uma semana de funcionamento do novo equipamento da Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), no Santa Maria, na Zona Noroeste.
A máquina chegou à Prefeitura por meio de um convênio com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), do Governo do Estado. O equipamento permite ampliar o reaproveitamento dos resíduos gerados durante podas e serviços de manutenção das áreas verdes.
O triturador processa galhos com até 20 centímetros de circunferência, além de folhas e arbustos de cerca de 90% das espécies. A máquina reduz em até 70% o volume do material, facilitando o armazenamento, o transporte e a compostagem.
Material vira composto orgânico
Após a trituração, a equipe mantém o material no pátio da Copaisa e acrescenta outros elementos, como esterco de animais. O processo transforma os resíduos em composto orgânico, que retorna para a manutenção de jardins, canteiros e outras áreas verdes da Cidade.
A Prefeitura utiliza o composto em locais como o jardim da praia, o Orquidário, o Jardim Botânico e os cemitérios. Empresas parceiras que trabalham com hortas também podem receber o material.
Segundo o coordenador da Copaisa, André Marins, o equipamento produz partículas menores e facilita a etapa de compostagem.
“Temos um adubo natural e uma forração que podemos utilizar nos jardins sem nocividade e sem a necessidade de comprar esse composto. Conseguimos fabricar na própria Copaisa”, afirma.
Reaproveitamento
Santos possui cerca de 35 mil árvores, das quais aproximadamente 16,5 mil passam por podas periódicas. O serviço gera grande quantidade de resíduos vegetais.
A Prefeitura separa o material antes da trituração. Galhos, folhas e arbustos seguem para o equipamento, enquanto troncos e tocos recebem outra destinação, de acordo com suas características.
O composto também ajuda a conservar a umidade do solo e a reduzir o crescimento de plantas espontâneas nos canteiros. Dessa forma, o material que antes seguiria para descarte retorna às áreas verdes como fonte de nutrientes.
O jardim da orla está entre os locais beneficiados. Considerado o maior jardim frontal de praia do mundo, o espaço reúne mais de 70 espécies de plantas e exige manutenção constante.
Com o novo equipamento, Santos reduz o volume dos resíduos vegetais e transforma o material das podas em um insumo que ajuda a manter os espaços verdes da Cidade.

