O Seconci-SP lançou, durante o CONARH 2026, o PCD 360 – Do Laudo ao Posto de Trabalho, programa que reúne, em uma única metodologia, as principais etapas para o enquadramento de profissionais com deficiência. A proposta contempla desde a identificação e caracterização da deficiência até a avaliação e adaptação do ambiente de trabalho.
A iniciativa integra perícia médica, ergonomia, engenharia e conformidade legal em um único escopo de serviços. Dessa forma, o programa busca simplificar processos que, tradicionalmente, exigem diferentes fornecedores e especialistas. Além disso, oferece às empresas uma alternativa mais eficiente e segura para o cumprimento da Lei de Cotas.
Programa amplia gestão da inclusão nas empresas
O PCD 360 apoia as organizações na identificação, caracterização e enquadramento de profissionais com deficiência para fins da Lei de Cotas. O programa também avalia a compatibilidade entre o profissional e o posto de trabalho, considerando aspectos de saúde, segurança e acessibilidade.
Segundo o Seconci-SP, a proposta vai além da emissão de laudos. O objetivo é promover uma gestão integrada da inclusão, que começa na avaliação médica especializada e segue até a análise das condições do ambiente laboral.
Com essa abordagem, o programa contribui para reduzir riscos relacionados ao cumprimento da legislação e pode fortalecer as estratégias corporativas de diversidade, inclusão e ESG.
Cinco etapas para o enquadramento
O PCD 360 é estruturado em cinco etapas. O processo inclui sensibilização de lideranças e equipes de Recursos Humanos, triagem e busca ativa de profissionais elegíveis, perícia médica especializada, análise ergonômica do posto de trabalho e emissão do laudo caracterizador final.
Outro ponto de destaque é o suporte às empresas no cumprimento das exigências do eSocial relacionadas à Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Assim, a metodologia contribui para uma gestão mais organizada e segura dos processos de inclusão.
Inclusão com segurança e acessibilidade
De acordo com Giancarlo Brandão, superintendente ambulatorial do Seconci-SP, a inclusão efetiva depende do equilíbrio entre as capacidades funcionais do profissional e as exigências do cargo.
“A inclusão efetiva acontece quando há equilíbrio entre a capacidade funcional do colaborador e as exigências técnicas do cargo. Por isso, o projeto integra profissionais das áreas médica, de engenharia e ergonomia para avaliar e adaptar o ambiente de trabalho, promovendo acessibilidade, produtividade e segurança para todas as partes envolvidas”, reforça.
Além da adequação às exigências legais, o programa pode gerar benefícios estratégicos para as organizações. Entre eles estão a redução de custos relacionados a multas e adequações inadequadas, a retenção de talentos, a melhoria do clima organizacional e o fortalecimento das práticas de responsabilidade social e governança.
Sobre o Seconci-SP
Referência nacional em saúde e segurança ocupacional, o Serviço Social da Construção Civil (Seconci-SP) possui mais de seis décadas de experiência no atendimento à saúde dos trabalhadores da construção civil.
A instituição é a única organização do país na área de saúde ocupacional com selo de qualidade ONA e, atualmente, amplia sua atuação para outros segmentos da economia. Dessa maneira, leva sua experiência em medicina ocupacional, engenharia de segurança, gestão de saúde e inclusão corporativa a empresas de diferentes portes e setores.
Com uma estrutura multidisciplinar e soluções especializadas, o Seconci-SP apoia organizações na construção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e inclusivos, além de alinhados às exigências legais e às melhores práticas de ESG.

