O sistema de pedágio eletrônico sem parada, conhecido como free flow, deve praticamente dobrar de tamanho no Brasil até o fim de 2027. A expansão do modelo terá impacto direto na rotina dos motoristas da Baixada Santista e do Litoral Norte, regiões que participaram do início da implantação da tecnologia no país.
A primeira experiência brasileira com o sistema ocorreu na Rodovia Rio-Santos (BR-101), onde os pórticos passaram a substituir a necessidade de praças tradicionais de cobrança. Desde então, o modelo vem sendo ampliado e estudado para outras rodovias concedidas.
Atualmente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Artesp contabilizam 93 pórticos de cobrança sem cancela em estradas concedidas. Em São Paulo, o sistema recebe o nome de Siga Fácil, adotado pelo governo estadual.
O estado já possui 15 estruturas em funcionamento, enquanto novos projetos estão em análise para ampliar a tecnologia em rodovias estratégicas. Entre os trechos que podem ser impactados estão as ligações entre a Baixada Santista, a capital paulista e o Vale do Paraíba.
Como funciona o sistema
No modelo free flow, o motorista não precisa reduzir a velocidade ou parar em uma praça de pedágio. A cobrança é realizada por meio de câmeras e sensores instalados nos pórticos, que identificam o veículo durante a passagem.
Quando o automóvel possui uma tag instalada no para-brisa, a tarifa é registrada e cobrada automaticamente, sem necessidade de qualquer ação do motorista.
Para quem não utiliza o dispositivo, a identificação é feita pela placa do veículo. Nesses casos, o motorista precisa acessar os canais disponibilizados pela concessionária para consultar e realizar o pagamento da tarifa.
Motorista sem tag precisa ficar atento
Quem trafega pela Rio-Santos ou por outras rodovias que adotam o sistema sem possuir uma tag tem prazo para regularizar a cobrança.
O pagamento pode ser realizado pela internet ou por meio do aplicativo CNH do Brasil, dentro do prazo estabelecido para evitar problemas relacionados à falta de pagamento.
Porém, a recomendação é que o motorista acompanhe as passagens registradas e não deixe a quitação da tarifa para depois. O não pagamento dentro do prazo pode resultar em consequências previstas na legislação de trânsito.
Expansão deve mudar viagens para o litoral
A expectativa do Ministério dos Transportes e das concessionárias é substituir gradualmente as tradicionais praças de pedágio por pórticos eletrônicos nos próximos anos.
Além disso, a mudança busca tornar as viagens mais rápidas, reduzindo filas e a necessidade de paradas nas rodovias. Para quem utiliza frequentemente os acessos à Baixada Santista, a expansão do sistema poderá representar uma alteração importante na forma de pagar pelo uso das estradas.
Contudo, com a previsão de crescimento do número de pórticos até 2027, os motoristas deverão se adaptar cada vez mais ao modelo de cobrança automática e acompanhar os canais oficiais das concessionárias para saber onde existem novos pontos de cobrança.

