Foto: Raimundo Rosa/PMS

A Defesa Civil iniciou nesta segunda-feira (31) uma capacitação para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias de Santos. O treinamento aborda medidas de prevenção e preparação das comunidades para os impactos de eventos climáticos extremos na saúde pública.

Em parceria com a Secretaria de Saúde, a ação segue até quinta-feira (3), com turmas nos períodos da manhã e da tarde.

A iniciativa integra as atividades do grupo técnico de eventos extremos criado pela Prefeitura e busca fortalecer a prevenção nos territórios. A proximidade dos agentes com os moradores permite ampliar a orientação e a identificação de situações de risco. Os trabalhos começaram pelas regiões consideradas mais vulneráveis, como os Morros.

“O objetivo é sensibilizar os agentes para as questões relacionadas ao clima e seus possíveis impactos nos territórios. Como eles atuam diretamente nas comunidades, essa preparação amplia a capacidade de prevenção junto à população”, afirma a assessora técnica da Secretaria de Saúde, Paula Covas.

Agentes identificam vulnerabilidades

Antes do início da capacitação, os profissionais levantaram as principais vulnerabilidades das áreas onde atuam. O diagnóstico considerou características da população e dos territórios, além das condições das moradias e das vias.

Durante o treinamento, os agentes discutem medidas que podem adotar antes, durante e depois de eventos climáticos extremos. As ações levam em conta as atribuições de cada profissional e as necessidades identificadas nas diferentes regiões.

“A partir dessas informações, estão identificando o que podem fazer dentro de suas atribuições, além de ampliar o olhar para os impactos dos eventos extremos relacionados ao clima”, explica Paula.

A Defesa Civil organizou a capacitação de acordo com as vulnerabilidades de cada território. A proposta prevê que as discussões gerem ações preventivas para os profissionais desenvolverem diretamente nas comunidades.

Prevenção ajuda a proteger a saúde

O treinamento também aborda os efeitos das mudanças climáticas sobre a ocorrência de doenças. Para Ana Paula Favoreto, chefe técnica do setor de Controle de Vetores do CCZV, a preparação dos agentes contribui para uma resposta mais rápida em situações adversas.

“Trabalhamos com prevenção e, por isso, essa preparação é muito importante. Diante de eventos adversos, podemos agir mais rapidamente e contribuir para minimizar possíveis casos de arboviroses”, afirma.

A especialista cita o cenário atual da dengue como exemplo da importância das ações preventivas.

“Atualmente, temos dez vezes menos casos de dengue na Cidade. Com a prevenção, buscamos manter esse resultado”, destaca Ana Paula.

Redação Fatos Fontes

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