Foto: Henrique Teixeira/PMS

A Prefeitura de Santos promoveu, nesta quinta-feira (10), uma oficina sobre Cerimonial Inclusivo e Acessível. A atividade orientou servidores e o público em geral sobre práticas que ampliam a participação de pessoas com deficiência (PcD) em eventos.

A iniciativa integra o Setembro Verde e Azul, período dedicado à inclusão social, à acessibilidade e à garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

A Escola Municipal de Administração Pública de Santos (Emaps) organizou o encontro. A programação ocorreu no auditório do Departamento de Gestão de Pessoas e Ambiente de Trabalho (Degepat), na Rua XV de Novembro, 108, no Centro.

Inclusão no cerimonial

O cerimonialista Samuel Sestaro, de 36 anos, abriu o encontro. Ele tem Síndrome de Down e atua na organização e apresentação de eventos.

“Essa oficina é importante porque os participantes passam a entender melhor todo esse universo da acessibilidade em eventos”, afirmou.

Durante a oficina, os participantes receberam a Cartilha de Cerimonial Inclusivo. O material orienta servidores e profissionais que trabalham com cerimonial, comunicação, eventos, recepção, produção e gestão.

A coordenadora de Defesa de Políticas para a Pessoa com Deficiência (Codep), da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), Cristiane Zamari, conduziu a apresentação sobre o tema.

“Pensar em cerimonial inclusivo é promover espaços e condições para a participação ampla das pessoas com deficiência. Não se trata apenas de atender e acolher bem, mas de garantir que elas sejam protagonistas, inclusive no palco, na recepção ou na condução de um cerimonial”, explicou.

Mais conhecimento e acessibilidade

A servidora Marcia Regina da Silva, de 56 anos, destacou a importância da atividade para ampliar o conhecimento sobre inclusão.

“Especialmente sobre as nomenclaturas corretas a serem utilizadas”, afirmou.

A arquiteta Tathiana Pereira de Souza, de 46 anos, ressaltou que a acessibilidade exige mais do que o cumprimento de normas técnicas.

“É preciso ter um olhar mais sensível e atento para as pessoas com deficiência. Também somos multiplicadores de informação”, afirmou.

Redação Fatos Fontes

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