Foto: Reprodução/YouTube

No dia 11 de setembro de 2001, milhões de pessoas acompanharam pela televisão as imagens das Torres Gêmeas, em Nova York, cercadas por fumaça após os ataques terroristas. Vinte e cinco anos depois, essas cenas continuam entre as imagens mais conhecidas do século 21.

Naquele dia, terroristas da Al Qaeda sequestraram quatro aviões. Dois deles atingiram as Torres Gêmeas, no World Trade Center. Outro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia. O quarto caiu em uma área rural perto de Shanksville, na Pensilvânia.

Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques. Além disso, centenas de milhares de pessoas enfrentaram consequências físicas e psicológicas nos anos seguintes.

Imagens que marcaram uma geração

Segundo Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a televisão ampliou o impacto do atentado ao transmitir as mesmas imagens repetidamente.

Na época, a internet ainda tinha alcance menor. Por isso, grande parte da população acompanhou os acontecimentos pela televisão. As emissoras repetiram durante horas as imagens das torres em chamas e dos prédios desabando.

Para Bucci, essa repetição criou uma sensação de “tempo congelado”. Dessa forma, milhões de pessoas passaram a guardar aquelas imagens como uma lembrança comum.

O professor também afirma que o atentado marcou profundamente a maneira como as pessoas enxergavam as imagens de uma tragédia. Para ele, o acontecimento criou uma ferida coletiva que atravessou fronteiras.

A memória de quem estava perto

O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício próximo às Torres Gêmeas naquele dia. Entre tantas lembranças, ele destaca o som provocado pela queda dos prédios.

Em entrevista à TV Brasil, Boruchowski contou que viu pessoas se jogando das torres e descreveu o impacto do desabamento como uma experiência que permaneceu em sua memória.

Além disso, ele destacou a demora para as torres caírem e o enorme barulho provocado pela destruição dos edifícios.

Poeira tóxica e toneladas de escombros

Os aviões atingiram as estruturas a mais de 800 quilômetros por hora e provocaram grandes explosões. Como consequência, cerca de 400 mil pessoas tiveram contato com a poeira tóxica liberada pelos desabamentos.

Depois dos ataques, equipes trabalharam durante aproximadamente oito meses para retirar cerca de 1,8 milhão de toneladas de escombros.

Assim, o impacto do 11 de Setembro ultrapassou o momento dos ataques e continuou durante anos, tanto para os sobreviventes quanto para as equipes de resgate e para a população da região.

Julgamento ainda segue

Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos ataques, deve enfrentar julgamento em um tribunal militar em junho de 2028.

As autoridades dos Estados Unidos prenderam Mohammed em 2003, no Paquistão. Desde 2006, ele permanece na base de Guantánamo, em Cuba.

Além de Mohammed, o tribunal também deve julgar Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.

Uma lembrança que permanece

Osama Bin Laden, fundador e líder da Al Qaeda, morreu em 2011 durante uma operação das forças dos Estados Unidos no Paquistão.

Mesmo depois de 25 anos, o 11 de Setembro continua marcando a história recente. As imagens daquele dia permanecem na memória de milhões de pessoas e mostram como um acontecimento de poucas horas conseguiu transformar a percepção de uma geração inteira.

Redação Fatos Fontes

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