O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (14) um pacote de medidas para atender os municípios do Vale do Ribeira atingidos pelas fortes chuvas e pela cheia do Rio Ribeira de Iguape.
Durante uma visita à região, Tarcísio se reuniu com prefeitos para avaliar os estragos e definir ações emergenciais. O governo estadual vai reforçar o atendimento às comunidades isoladas, enviar ajuda humanitária e trabalhar na recuperação das estradas.
Força-tarefa chega às áreas isoladas
Para facilitar o acesso às comunidades afetadas, o governo vai mobilizar 16 embarcações. O Corpo de Bombeiros contará com sete barcos, enquanto a Polícia Ambiental disponibilizará cinco e a Defesa Civil, quatro.
Além disso, dois helicópteros Águia da Polícia Militar Ambiental poderão atuar na região assim que as condições meteorológicas permitirem os voos.
As aeronaves vão ajudar no transporte de moradores que precisam de atendimento médico, na entrega de alimentos e mantimentos e nas operações de emergência.
Segundo Tarcísio, as embarcações da Defesa Civil permanecerão nos municípios depois da operação atual. Dessa forma, as equipes poderão utilizá-las novamente caso a região enfrente novas situações de emergência.
Chuvas deixam famílias fora de casa
A força das águas provocou alagamentos e isolou comunidades em diferentes pontos do Vale do Ribeira.
Em Barra do Turvo, três bairros permanecem isolados e cerca de 450 pessoas enfrentam os impactos da enchente. Em Registro, nove famílias continuam ilhadas.
No total, 152 famílias deixaram suas casas no Vale do Ribeira e na região de Itapeva. Para acolher os moradores, as prefeituras mantêm 19 abrigos provisórios.
Nesse momento, o governo concentra esforços no atendimento às famílias, no abastecimento dos abrigos e na liberação dos acessos.
Governo reforça ajuda humanitária
Enquanto as equipes atuam nas áreas mais atingidas, o governo estadual já enviou mais de 3,5 mil itens de ajuda humanitária aos municípios.
Os carregamentos incluem colchões, cestas básicas e produtos de higiene. A Defesa Civil e o Fundo Social continuam recebendo pedidos das prefeituras e preparando novos envios conforme a necessidade de cada cidade.
Estradas entram no plano de recuperação
As chuvas também provocaram danos em estradas e vias de acesso. Por isso, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai vistoriar os trechos afetados e retirar obstáculos que impedem a circulação.
Na sequência, o governo estadual vai trabalhar com as prefeituras para calcular os prejuízos e definir as obras necessárias para recuperar a infraestrutura.
Com isso, a expectativa é restabelecer os acessos e facilitar o deslocamento de moradores, equipes de emergência e veículos que transportam alimentos e outros produtos essenciais.
Agricultores terão apoio
As enchentes também atingiram propriedades rurais e áreas de produção. Diante desse cenário, equipes da Secretaria de Agricultura vão visitar as regiões afetadas para calcular os prejuízos.
A CATI fará o levantamento dos danos nas propriedades, na produção e na infraestrutura rural. A partir dessas informações, o governo poderá adotar medidas para ajudar os agricultores na retomada das atividades.
Entre as possibilidades está a criação de uma linha emergencial de crédito por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).
Poupatempo ajuda quem perdeu documentos
Além das ações de emergência, o governo vai facilitar a emissão de documentos para as famílias atingidas.
Duas unidades móveis do Poupatempo começam a atender a região a partir de quarta-feira (16). O serviço vai ajudar moradores que perderam documentos durante as enchentes.
Rios continuam sob monitoramento
As equipes que acompanham os rios registraram 160 milímetros de chuva nas últimas 72 horas na região da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) Ribeira de Iguape.
Das 29 estações monitoradas pela SP Águas, seis registraram extravasamento, oito permaneciam em alerta e três estavam em situação de atenção.
Diante dos impactos, Eldorado, Iporanga e Barra do Turvo decretaram situação de emergência. Com o decreto, os municípios podem agilizar a busca por recursos para executar medidas emergenciais de infraestrutura.
Vazão aumenta e eleva nível do rio
Além da chuva intensa, as condições hidrológicas no Paraná também contribuíram para a elevação do Rio Ribeira de Iguape.
Segundo Tarcísio, a vazão liberada pelas usinas da Copel aumentou nos últimos dias. O volume passou de 30 metros cúbicos por segundo na semana anterior para 40, depois 70, 90 e, por fim, 140 metros cúbicos por segundo.
Diante do cenário, as equipes estaduais seguem acompanhando o nível dos rios e os impactos nas cidades. Ao mesmo tempo, o governo mantém as ações de atendimento às famílias e de recuperação das áreas atingidas.

