A Justiça concedeu parcialmente um novo pedido de remição de pena feito pela defesa do ex-jogador Robinho. Em setembro de 2026, a decisão reconheceu 72 dias de redução no tempo de prisão.
Robinho cumpre pena de nove anos no Centro de Ressocialização de Limeira (SP), após a condenação por estupro coletivo ocorrido na Itália em 2013.
A nova remição considera atividades de trabalho, qualificação profissional, estudos no sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e leitura de livros. Entre as obras estão Tristão e Isolda, Capitães da Areia e A Invenção de Hugo Cabret.
Por outro lado, a Justiça não aprovou os cursos realizados a distância apresentados no pedido.
301 dias de remição
Essa é a terceira redução de pena concedida a Robinho desde outubro de 2025. Ao todo, as decisões reconhecem 301 dias de remição.
Na primeira decisão, em outubro de 2025, a Justiça reconheceu 49 dias por estudos e outros 20 dias por leituras, totalizando 69 dias.
Depois, em 14 de janeiro de 2026, a Justiça reconheceu mais 160 dias de remição. Na época, a defesa informou que o benefício resultava de atividades de trabalho e estudos realizadas durante o cumprimento da pena.
Agora, a decisão mais recente acrescentou outros 72 dias.
Transferência para Limeira
Robinho está no Centro de Ressocialização de Limeira desde novembro de 2025. Antes disso, ele cumpria pena na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que a transferência ocorreu após um pedido da defesa.
O Centro de Ressocialização de Limeira recebe, principalmente, presos primários com condenações inferiores a dez anos e que não possuem vínculo com facções criminosas.
Cumprimento da pena
Robinho cumpre no Brasil a condenação de nove anos aplicada pela Justiça italiana. Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a transferência da execução da pena para o sistema prisional brasileiro.
Pelas regras da Lei de Execução Penal, a remição permite ao preso diminuir parte da pena por meio de atividades previstas em lei, como trabalho e estudo.
No caso de Robinho, a previsão é de que ele permaneça no regime fechado pelo menos até 2027, antes de uma eventual progressão para o regime semiaberto.
A progressão depende do cumprimento dos requisitos previstos na legislação e de decisão da Justiça.

