A cidade de Santos acaba de instituir uma medida inovadora para garantir mais dignidade, autonomia e acolhimento às pessoas diagnosticadas com a Doença de Parkinson. A partir da publicação da Lei Municipal nº 4.644/2025, essas pessoas passarão a ser identificadas com um Cartão Municipal de Identificação da Pessoa com Doença de Parkinson, que será preso a um cordão com estampa de tulipas vermelhas — flor símbolo da campanha mundial de conscientização sobre a enfermidade.
O uso do cartão garante atendimento preferencial em espaços públicos e privados, além de sinalizar a condição de saúde da pessoa, evitando constrangimentos, especialmente em casos de manifestações assintomáticas. A medida também visa facilitar o suporte à mobilidade e contribuir para o resgate da autoestima e da dignidade dos pacientes.
A nova lei entra em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial do Município, feita na quarta-feira (16). A Prefeitura ainda publicará a regulamentação com os critérios para a emissão gratuita do cartão.
O que é a Doença de Parkinson?
A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica degenerativa, mais comum em pessoas idosas. Entre os principais sintomas motores estão o tremor em repouso, a rigidez muscular, a lentidão nos movimentos e as alterações posturais.
Também podem surgir sintomas não motores, como:
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Alterações no olfato
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Distúrbios do sono
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Queda de pressão arterial
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Prisão de ventre
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Mudanças emocionais
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Depressão e ansiedade
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Sintomas psicóticos
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Déficits cognitivos e demência
Onde buscar atendimento em Santos?
Na rede pública de saúde de Santos, a porta de entrada é a policlínica de referência do bairro onde o paciente reside. O atendimento começa com uma avaliação médica generalista, que, se necessário, encaminha o paciente ao especialista para confirmação do diagnóstico e início do acompanhamento contínuo.

