Os pais de atendidos da Clínica-Escola do Autista de Santos, no Marapé, participaram de uma capacitação sobre os direitos das pessoas com deficiência previstos na Lei Brasileira de Inclusão (LBI). O encontro ocorreu na terça-feira (22) e integrou a programação do Setembro Verde e Azul, mês que destaca a luta por direitos e a visibilidade das pessoas com deficiência.
A coordenadora de Defesa de Políticas para a Pessoa com Deficiência (Codep), da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), Cristiane Zamari, conduziu a conversa. Durante a atividade, ela apresentou os principais pontos da legislação, criada em 2015, e explicou os direitos relacionados à acessibilidade, à mobilidade e à comunicação.
Além disso, Cristiane ressaltou que as famílias precisam conhecer a LBI para cobrar o cumprimento dos direitos previstos na legislação.
“Não vamos mais pensar que inclusão é um favor ou que estamos incomodando por existir, porque a LBI é um direito”, afirmou.
Importância Inclusão
Nesse sentido, a coordenadora-geral da unidade, Vilmara Vasques, destacou o trabalho da equipe para levar assuntos relacionados aos direitos das pessoas com deficiência ao cotidiano do centro de reabilitação e estimulação do neurodesenvolvimento.
Segundo Vilmara, o conhecimento sobre a legislação ajuda as famílias a compreender seus direitos e também fortalece a participação das pessoas com deficiência na sociedade.
“A gente entende a importância da legislação e das pessoas terem maior conhecimento sobre o seu pertencimento na sociedade”, afirmou.
Além da orientação sobre a legislação, o encontro também abriu espaço para os pais compartilharem experiências. Durante a conversa, eles relataram situações de preconceito e dificuldades que enfrentam diariamente em diferentes espaços.
Relatos da família
Entre os participantes, Flávio Barbosa dos Santos, de 52 anos, contou como as barreiras do cotidiano interferem na rotina da família. Ele é pai de Emily, de 6 anos, autista nível 2 de suporte e não verbal.
“É muito difícil, porque às vezes a gente deixa de sair pra não ter problema com os obstáculos que vamos encontrar”, contou.
Por outro lado, Flávio também destacou os avanços da filha desde que ela começou a frequentar a Clínica-Escola do Autista. Segundo ele, o acompanhamento contribuiu para o desenvolvimento da menina e trouxe resultados positivos em diferentes áreas.
“Tem tido bastantes resultados bons, como, por exemplo, a parte de fono”, afirmou.
Assim, a capacitação aproximou as famílias das informações sobre os direitos das pessoas com deficiência e, ao mesmo tempo, promoveu um espaço para a troca de experiências. Além disso, a iniciativa reforçou o debate sobre acessibilidade, inclusão e participação social durante a programação do Setembro Verde e Azul.

