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A inteligência artificial (IA) já mudou a forma como os estudantes pesquisam e produzem trabalhos acadêmicos. Agora, a tecnologia também coloca em discussão uma função histórica das universidades: transmitir conhecimento.

Ferramentas de IA conseguem pesquisar, resumir informações, organizar conceitos e apresentar respostas em poucos segundos. Por isso, manter um modelo de ensino baseado apenas na transmissão de conteúdo significa disputar com a tecnologia justamente em uma área na qual ela é mais rápida.

Diante desse cenário, surge uma nova questão: o que a universidade deve ensinar quando encontrar informação deixa de ser o principal desafio?

IA já faz parte da rotina dos estudantes

A mudança já chegou às salas de aula. Uma pesquisa do Higher Education Policy Institute (HEPI), realizada com 1.054 universitários britânicos, aponta que 95% utilizam inteligência artificial. Além disso, 94% recorrem à inteligência artificial generativa para apoiar trabalhos avaliativos.

Os números deslocam o debate sobre a tecnologia no ambiente acadêmico. Em vez de discutir apenas se o estudante deve ou não utilizar IA, a questão passa a ser como ele utiliza as informações encontradas pela ferramenta.

Para Pedro Smolka, reitor do Centro Universitário ESAMC Santos, o principal aprendizado acontece depois da pesquisa.

“A diferença está justamente no que acontece entre a informação encontrada e a conclusão construída”, afirma.

Segundo o reitor, a inteligência artificial consegue localizar conceitos, teorias e argumentos rapidamente. No entanto, o estudante ainda precisa compreender esse conteúdo para tomar decisões, solucionar problemas e construir argumentos.

“Se eu não entender de onde vem o conceito, se eu não entender aquilo que a Inteligência Artificial está falando, eu estou passando por cima de fases. Eu preciso entender conceitos, teoria, doutrina, para chegar a uma conclusão sobre o assunto”, explica Smolka.

Nesse contexto, pesquisar deixa de representar o ponto final do aprendizado. A informação encontrada pela IA passa a funcionar como matéria-prima para a construção do conhecimento.

Sala de aula ganha uma nova função

A transformação também chega diretamente à relação entre professores e estudantes. Se a tecnologia já consegue entregar parte da informação, a sala de aula precisa oferecer experiências que vão além de uma resposta pronta.

Explicar uma ideia, confrontar argumentos, aplicar uma teoria a uma situação concreta e defender uma conclusão ganham espaço no processo de aprendizagem. Dessa forma, o estudante deixa de apenas reproduzir informações e passa a trabalhar com elas.

Para Smolka, a experiência acadêmica também envolve a interação entre estudantes e professores.

“O ambiente acadêmico, essa troca do corpo discente, a troca com colega em sala de aula, a troca com o professor, o modo como o professor também transmite aquele conhecimento, o modo como ele conecta com a aula, isso é diferente.”

A inteligência artificial, portanto, não elimina a importância da sala de aula. O avanço da tecnologia amplia a necessidade de repensar qual deve ser a função desse espaço.

A universidade pode deixar para a tecnologia tarefas como pesquisar, organizar informações e acelerar o acesso ao conteúdo. Já o ambiente acadêmico pode concentrar atividades que exigem pensamento crítico, interação, interpretação e aplicação prática.

Nesse novo cenário, aprender a utilizar a inteligência artificial representa apenas uma parte do desafio. A universidade também precisa definir quais competências humanas devem ganhar ainda mais espaço no processo de formação.

Sobre a ESAMC Santos

O Centro Universitário ESAMC Santos oferece 36 opções de cursos, entre graduações presenciais, bacharelados, tecnólogos, pós-graduação presencial e a distância, MBA presencial e cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD).

Com mais de 20 anos de atuação, a instituição combina inovação pedagógica, estrutura e formação acadêmica voltada às demandas do mercado de trabalho.

O modelo pedagógico integra quatro metodologias e trabalha competências alinhadas às necessidades profissionais. Os professores também atuam no mercado e participam de treinamentos periódicos.

A instituição mantém parceria com mais de 200 empresas da região. A iniciativa oferece oportunidades de estágio e benefícios para estudantes que trabalham em empresas parceiras.

A ESAMC também permite o aproveitamento de disciplinas comuns entre cursos, facilitando o planejamento acadêmico e a possibilidade de obter uma segunda graduação.

Entre os novos cursos EAD estão Ciências Contábeis, Comunicação Institucional, Gestão Comercial, Produção Publicitária, Logística, Processos Gerenciais e Gestão Pública.

A ESAMC Santos fica na Rua Dr. Egydio Martins, 181, na Ponta da Praia, em Santos.

Redação Fatos Fontes

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