Foto: Raimundo Rosa/PMS

Pranchas na água, torcida na areia e muita vontade de pegar a onda perfeita marcaram o Festival Escolas de Surf Litoral Paulista nesta segunda-feira (12), no Novo Quebra-Mar, no José Menino, em Santos. O evento reuniu 60 atletas de seis escolas e incentivou novos talentos em uma competição que valoriza o aprendizado e o espírito esportivo.

Os participantes disputaram as categorias sub-8, sub-10, sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18. Cada escola levou dois atletas por categoria e recebeu kits com sacola, camiseta e boné. Além das disputas, o festival promoveu a integração entre os jovens surfistas e suas equipes.

A Associação Quebramar Picuruta Salazar organizou o evento com apoio do Ministério do Esporte e da Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Esportes (Semes). Para tornar as baterias mais dinâmicas, a organização adotou o formato sprint heat, com dez minutos de duração e até três ondas por atleta. A soma das duas maiores notas definiu a classificação de cada competidor.

Novo jeito de ensinar o surfe

Picuruta Salazar, referência do surfe brasileiro e recordista de títulos nacionais, idealizou o festival para incentivar quem está começando no esporte. Santista, ele iniciou a prática aos oito anos e conquistou 172 títulos ao longo da carreira. Agora, o surfista busca compartilhar sua experiência e ampliar as oportunidades para a nova geração.

“A ideia de criar o festival nasceu justamente da vontade de inovar e valorizar quem está começando, voltado para quem participa de escolas de surfe. É uma coisa inovadora, e esta é a primeira edição. Esperamos que o evento continue nos próximos anos”, afirmou Picuruta.

Além de organizar a competição, o surfista mantém uma escola gratuita no Novo Quebra-Mar, em parceria com a Prefeitura. O projeto oferece equipamentos e orientação de professores para quem deseja aprender a surfar.

“Os professores ensinam a surfar de graça, com prancha e lycra também gratuitas. A gente ensina tudo o que precisa para começar. Quando o aluno evolui, encaminhamos para o centro de treinamento aqui no Quebra-Mar, onde a Associação Santos Surf passa a acompanhar esse desenvolvimento”, explicou.

Entre os participantes do festival, Nicolas Silvestre, de 18 anos, representou a ONG CT Lugar ao Sol, do Guarujá. Há 25 anos, a instituição utiliza o esporte como ferramenta de transformação social.

Nicolas participa de campeonatos há cerca de quatro anos, desde que recebeu apoio da organização. Para ele, o surfe vai muito além das competições e da atividade física.

“Para mim, o surfe é vida, é tudo de bom. Acho que não conseguiria me imaginar sem ele. Todo dia eu acordo vivendo o surfe. É muito bom! Não tem nem como explicar. É lindo, é perfeito”, declarou.

Aulas gratuitas para todas as idades

Além de incentivar jovens atletas, Picuruta Salazar mantém uma escola pública e gratuita de surfe no Novo Quebra-Mar. O projeto atende pessoas de diferentes idades e oferece equipamentos para quem ainda não tem prancha ou outros materiais.

Para se inscrever, basta comparecer à sede da escola com comprovante de residência, duas fotos 3×4 e atestado médico. No momento da inscrição, o aluno recebe uma camiseta de lycra. A escola também fornece prancha, cordinha e parafina para as aulas.

As atividades ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 9h às 10h, e às terças e quintas-feiras, das 15h às 16h. Já às sextas-feiras, a escola atende estudantes da rede municipal que participam do Programa Escola Total, da Secretaria de Educação (Seduc) de Santos.

Felipy Brandão

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *