Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Civil identificou sete suspeitos de envolvimento na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo Rodrigues da Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral paulista. Nesta terça-feira (27), agentes do 4º Distrito Policial apreenderam dois adolescentes após o cumprimento de mandados judiciais.

Segundo as investigações, cinco adolescentes e dois adultos teriam participado do crime, com diferentes funções durante a abordagem, as agressões e o roubo dos pertences da vítima. A polícia agora busca esclarecer a conduta de cada suspeito e reunir provas para avançar nas medidas legais.

Suspeitos teriam desempenhado funções diferentes

De acordo com as apurações, os adolescentes teriam cercado Marcelo, participado das agressões e levado o celular dele. Já os dois adultos são suspeitos de anunciar o assalto e intimidar o engenheiro.

Entre os adolescentes identificados, um teria desferido um soco na vítima. Os investigadores também ouviram uma mulher suspeita de gravar parte da ação. Após o depoimento, ela deixou a delegacia.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua reunindo informações para esclarecer a participação dos demais suspeitos e determinar as responsabilidades individuais.

Imagens mostram agressões durante o assalto

Câmeras de segurança registraram o momento em que homens cercaram Marcelo e o agrediram na calçada. Uma transmissão ao vivo pelo TikTok também registrou parte da violência.

Durante a gravação, um dos suspeitos exige que o engenheiro entregue o celular e faz uma ameaça: “Só manda o telefone para eu não te matar”. Marcelo não atende à ordem.

Na sequência, a vítima recebe um golpe e cai no chão. Os agressores continuam os ataques mesmo depois da queda. Agora, os investigadores analisam as imagens para reconstruir a dinâmica do crime e identificar a atuação de cada envolvido.

Engenheiro morreu após três dias de internação

Marcelo participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento começou na noite de sexta-feira (23) e terminou na manhã de sábado (24).

Por volta das 3h de sábado, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro, mas não retornou. Preocupados, os colegas começaram a procurá-lo e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas, próximo ao Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista.

Uma equipe de socorro levou Marcelo à Santa Casa de Santos, onde ele permaneceu em coma e intubado. No domingo (25), os médicos o transferiram para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.

A equipe médica constatou a morte encefálica no domingo, mas precisou concluir os exames necessários para confirmar a irreversibilidade do quadro. O óbito ocorreu às 17h20 de segunda-feira (26).

Família autoriza doação de órgãos

Após a confirmação da morte, a família autorizou a doação de órgãos. Segundo informações divulgadas pelo pai do engenheiro, a doação incluiu rins, pâncreas, fígado e córneas.

A família prevê o velório para a manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo.

Polícia apura possível motivação homofóbica

A morte de Marcelo provocou manifestações de amigos, integrantes da Banda Esquerdantina e admiradores de K-pop, gênero musical de que ele gostava. Nas redes sociais, pessoas próximas à vítima pediram justiça e a responsabilização dos envolvidos.

Além disso, a possibilidade de motivação homofóbica ganhou repercussão pública. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do crime e verificar se houve motivação discriminatória.

O 4º Distrito Policial de Santos conduz a investigação como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.

Redação Fatos Fontes

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