O gesto “Faz o L”, associado a Lula, repercute entre políticos e personalidades internacionais.O gesto “Faz o L”, associado a Lula, ganha repercussão internacional e reúne manifestações de apoio de políticos e artistas de diferentes países. Ilustração: Inteligência Artificial (IA).

Políticos e artistas de diferentes países reproduzem o símbolo associado ao presidente brasileiro. Além disso, as manifestações ampliam a presença da eleição brasileira no debate internacional sobre democracia e disputas ideológicas.

Presidente do México celebra vitória de Lula

No México, a presidente Claudia Sheinbaum iniciou sua entrevista coletiva na segunda-feira (26) fazendo o L com a mão. O gesto ocorreu após a vitória de Lula no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), contra Flávio Bolsonaro (PL).

Além de parabenizar o povo brasileiro, Sheinbaum classificou o resultado como um “sopro de ar fresco para a América Latina e o Caribe”.

A presidente também publicou nas redes sociais uma fotografia em que aparece abraçando Lula. Na ocasião, destacou a importância da escolha dos eleitores brasileiros para a democracia.

“Viva a democracia, o povo do Brasil venceu. Parabéns, presidente Lula!”, escreveu.

O senador mexicano Gerardo Fernández Noroña, do partido Morena, também reproduziu o gesto durante um pronunciamento. Além disso, relacionou o resultado brasileiro ao cenário político da América Latina.

“Começo parabenizando o povo do Brasil e o grande líder brasileiro Lula da Silva, que colocou um freio no neofascismo”, declarou.

Para o parlamentar, a derrota de Flávio Bolsonaro representou um obstáculo ao avanço da extrema direita na região.

Apoio também aparece no Chile

No Chile, parlamentares do Partido Socialista fizeram o L dentro do Congresso. Da mesma forma, o ex-presidente Gabriel Boric reproduziu o gesto em uma publicação nas redes sociais.

Na véspera do segundo turno brasileiro, Boric compartilhou uma fotografia acompanhada da frase “Lula é humanidade”.

Após a divulgação do resultado, o político voltou às redes sociais para agradecer ao brasileiro por continuar lutando e manter viva a esperança. Assim, as manifestações demonstraram a identificação de setores da esquerda chilena com a trajetória política de Lula.

Vitória brasileira entra no debate eleitoral espanhol

Na Espanha, o resultado das eleições brasileiras também apareceu nos discursos de lideranças políticas.

Durante um comício realizado na segunda-feira (26), em Gijón, Adriana Lastra, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), citou a vitória de Lula ao convocar a militância para as eleições gerais previstas para 29 de novembro.

“Como ontem Lula no Brasil, os únicos capazes de deter os reacionários somos nós, os socialistas”, afirmou.

No mesmo evento, o primeiro-ministro Pedro Sánchez defendeu que a esquerda espanhola buscasse repetir a recuperação eleitoral atribuída ao presidente brasileiro. Enquanto isso, as declarações repercutiram na imprensa espanhola, incluindo os jornais El País e El Mundo.

A referência ao Brasil também apareceu em um comício realizado em Móstoles, na região de Madri. Antes da divulgação do resultado brasileiro, Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e candidata da Frente Amplio, convocou os apoiadores a reproduzirem o gesto.

“Vamos todas levantar o braço com o L de Lula”, declarou.

Depois da reeleição do presidente brasileiro, Colau comemorou a derrota da extrema direita e defendeu que a Espanha seguisse caminho semelhante.

Artistas internacionais aderem ao gesto

O apoio a Lula também mobilizou personalidades do cinema e da música durante a campanha eleitoral brasileira.

Entre as manifestações, um vídeo organizado pelo cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho reuniu artistas internacionais em apoio à reeleição do petista. A gravação contou com nomes como Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Javier Bardem, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Julie Delpy e Juliette Binoche.

Além deles, o ator mexicano Gael García Bernal e o diretor norueguês Joachim Trier participaram da gravação, que circulou nas redes sociais durante a reta final do segundo turno.

Outros artistas publicaram manifestações individuais. Pedro Pascal, conhecido pelas séries The Last of Us e The Mandalorian, compartilhou uma fotografia fazendo o L.

Da mesma forma, a atriz mexicana Melissa Barrera, dos filmes Pânico 5 e Pânico 6, declarou apoio a Lula com uma imagem semelhante. Na publicação, destacou a preocupação com a preservação ambiental.

No dia da eleição, a cantora sueca Zara Larsson também publicou uma fotografia fazendo o gesto, acompanhada da mensagem “Vaamoos, Brasil!”.

A lista inclui ainda o cantor uruguaio Jorge Drexler, o músico Manu Chao e Finneas, artista norte-americano. Todos compartilharam imagens ou mensagens de apoio.

No rock, Oliver Sykes, vocalista da banda britânica Bring Me the Horizon, apareceu ao lado da cantora brasileira Alissic em uma manifestação de apoio. Além disso, Tony Dolan, do Venom Inc., também reproduziu o gesto.

Já Lee Ranaldo, ex-integrante do Sonic Youth, e a artista visual Leah Singer divulgaram uma fotografia com a bandeira brasileira e a mensagem “Bora Lula!”.

Madonna e outras personalidades também se manifestam

Além dos artistas que reproduziram o L, outras personalidades internacionais publicaram mensagens favoráveis a Lula.

Madonna, Bella Hadid e Hailey Bieber compartilharam publicações de apoio ao petista. Por sua vez, Roger Waters, ex-integrante do Pink Floyd, e Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, gravaram mensagens.

As bandas The Strokes e Primal Scream também se manifestaram. Entre os artistas mexicanos, Alfonso Herrera e Christian Chávez, conhecidos pela participação no grupo RBD, demonstraram apoio.

Dessa forma, a diversidade de manifestações evidencia o alcance internacional da eleição brasileira. Ao mesmo tempo, mostra como o resultado passou a integrar debates sobre democracia, meio ambiente e disputas ideológicas.

Como surgiu o gesto do L

O gesto de formar a letra L com a mão acompanha a história política de Luiz Inácio Lula da Silva desde a campanha presidencial de 1989. Naquele ano, o jornalista e publicitário paranaense Mário Milani desenvolveu o símbolo para a primeira candidatura de Lula à Presidência da República.

A ideia era criar uma marca simples, que pudesse ser reproduzida facilmente pelas pessoas. Dessa forma, o gesto se tornou uma forma de identificação dos apoiadores, sem a necessidade de materiais impressos ou peças publicitárias.

Ao longo das décadas, o símbolo permaneceu presente nas campanhas eleitorais do petista e ganhou ainda mais visibilidade com a popularização da expressão “faz o L”. Além de marcar o apoio a Lula, o gesto passou a representar a mobilização de eleitores em manifestações públicas e nas redes sociais.

Mais recentemente, a repercussão das eleições brasileiras em outros países ampliou o alcance desse símbolo. O L passou a aparecer em manifestações políticas, discursos e publicações de personalidades internacionais.

Entre os apoiadores de Lula no exterior, o gesto ganhou espaço como uma referência direta ao presidente brasileiro. Em diferentes contextos, também passou a expressar alinhamentos políticos e posicionamentos relacionados aos debates ideológicos presentes no cenário internacional.

 

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