Familiares, amigos, colegas e moradores se reuniram no sábado (31), em Santos, no litoral de São Paulo, para homenagear o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha. O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) e a Banda Esquerdantina organizaram o ato em frente à Estação Cidadania, na Avenida Ana Costa.
Marcelo morreu na segunda-feira (26), aos 28 anos, após sofrer agressões durante a madrugada de 24 de outubro. Na ocasião, ele participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na sede do Sindipetro-LP. Depois, um grupo de oito pessoas o abordou e agrediu.
Familiares e amigos prestam homenagem
Durante a manifestação, dezenas de pessoas, entre familiares, amigos, colegas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e moradores, lembraram a trajetória do engenheiro.
Além disso, o encontro contou com apresentações musicais e manifestações de carinho. Ao final, os participantes levaram flores e acenderam velas em homenagem a Marcelo.
Na ocasião, o pai do jovem, Marcelo Rodrigues da Rocha, pediu que a população mantenha viva a história do filho. Ele também defendeu a continuidade da mobilização por justiça.
Doação de órgãos ajuda a salvar quatro vidas
Além da homenagem, a família destacou o gesto de solidariedade de Marcelo. Após a confirmação da morte cerebral, os familiares autorizaram a doação de órgãos e respeitaram a vontade do engenheiro de ajudar outras pessoas.
Segundo o pai, a doação de pâncreas, rim, fígado e córneas beneficiou pelo menos quatro pessoas.
“Ele era uma pessoa tão boa que perdeu a vida, mas salvou quatro”, afirmou Marcelo Rodrigues da Rocha.
Emocionado, o pai também ressaltou a importância da atitude do filho e a oportunidade de proporcionar uma nova chance a outras famílias.
“Graças a Deus, meu filho conseguiu salvar mais quatro pessoas, quatro vidas”, declarou.
Polícia Civil identifica oito suspeitos
Enquanto familiares e amigos cobram justiça, a Polícia Civil investiga a participação de oito pessoas nas agressões que provocaram a morte do engenheiro. Entre os suspeitos, estão seis adolescentes e dois adultos.
Além disso, segundo as investigações, o grupo também teria cometido outros roubos no mesmo dia do crime.
O delegado seccional de Santos, Rubens Barazal, afirmou que os envolvidos responderão por latrocínio. De acordo com ele, o grupo cercou Marcelo durante a abordagem.
Assim, a manifestação reforçou o pedido por justiça e a importância de preservar a memória do engenheiro. Além da trajetória acadêmica e dos vínculos com a comunidade santista, Marcelo deixou um legado de solidariedade ao ajudar a salvar quatro vidas por meio da doação de órgãos.

