A Polícia Civil apreendeu, nesta quinta-feira (5), o sexto adolescente suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, em Santos. O jovem, de 15 anos, compareceu ao 3º Distrito Policial acompanhado da tia. Em seguida, prestou depoimento sobre o caso.
Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente vendia balas na região durante a madrugada de 24 de outubro, quando o grupo atacou Marcelo. Por volta de 0h30, ele saiu do local de bicicleta com um amigo. No entanto, retornou aproximadamente às 2h.
Ao chegar, encontrou alguns conhecidos. Pouco depois, outros adolescentes se juntaram ao grupo. Nesse momento, segundo seu relato, alguns integrantes cometeram roubos e participaram das agressões.
Dois integrantes roubam celulares durante manifestação
De acordo com o boletim de ocorrência, dois integrantes do grupo roubaram celulares de participantes da manifestação. Logo depois, fugiram em direção à Rua Henrique Ablas, no sentido contrário ao evento.
Enquanto isso, outros dois jovens abordaram Marcelo. Na sequência, os demais integrantes também se aproximaram do engenheiro.
Adolescente relata agressões e roubo de pertences
Em depoimento, o jovem contou que viu um dos integrantes puxar Marcelo. Além disso, afirmou acreditar que outro adolescente desferiu um soco, derrubando a vítima.
Depois da queda, um dos envolvidos pegou o celular do engenheiro. Ao mesmo tempo, outro integrante levou sua carteira.
O adolescente, porém, negou participação no crime. Segundo ele, inicialmente, a situação parecia uma briga. Além disso, alegou que desconhecia a intenção do grupo de cometer roubos.
Ainda conforme seu relato, ele se afastou quando percebeu a gravidade da situação. Apesar da negativa, imagens obtidas pela reportagem mostram o jovem ao lado dos demais integrantes do grupo.
Polícia localiza seis dos sete adolescentes investigados
A Polícia Civil identificou sete adolescentes suspeitos de envolvimento no caso. Até esta quinta-feira (5), os investigadores localizaram seis deles.
As primeiras apreensões ocorreram em 27 de outubro. Na ocasião, os policiais encontraram dois adolescentes, de 14 e 17 anos.
Segundo a investigação, o jovem mais velho teria desferido o soco que derrubou Marcelo. Para localizá-lo, os agentes foram até a casa da avó do adolescente, em Itariri, no interior de São Paulo.
Terceiro adolescente entra na lista de apreensões
No dia seguinte, a polícia apreendeu um terceiro adolescente. Entretanto, as diligências continuaram nos dias seguintes para localizar os demais suspeitos.
Jovem de 16 anos procura delegacia e relata participação
Na terça-feira (3), outro adolescente, de 16 anos, procurou o 3º Distrito Policial de Santos. Ele compareceu acompanhado da mãe e afirmou que estava no local do crime.
Além disso, contou que pegou um pertence de Marcelo quando o engenheiro já estava caído.
Polícia identifica outro suspeito com imagens de câmeras
Já na quarta-feira (4), policiais localizaram outro adolescente, de 17 anos, no bairro Aparecida, em Santos.
Dessa vez, imagens de câmeras de monitoramento ajudaram os investigadores a identificar o jovem. Segundo a apuração, ele retornou ao local depois das primeiras agressões.
Além disso, teria ameaçado Marcelo e pegado um objeto antes de deixar a região.
Engenheiro participava de ato político antes das agressões
Marcelo participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina após um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o evento, o engenheiro se afastou para ir ao banheiro. No caminho, um grupo de jovens o cercou e iniciou as agressões. Enquanto isso, parte da ação apareceu em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Vítima morre após internação e família autoriza doação de órgãos
Socorristas levaram Marcelo ao hospital logo após o ataque. Apesar dos esforços médicos, o engenheiro não resistiu. Dias depois, os médicos confirmaram a morte encefálica.
Diante da perda, a família autorizou a doação dos órgãos. Em 27 de outubro, a equipe médica realizou a retirada no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo o pai de Marcelo, quatro órgãos apresentaram condições para doação. Entre eles, estavam o pâncreas e os rins.
Polícia investiga o caso como latrocínio
Por fim, a Polícia Civil investiga o crime como latrocínio, que consiste em roubo seguido de morte.
O 3º Distrito Policial de Santos coordena as apurações com a participação do 4º DP. Enquanto isso, os investigadores continuam as diligências para localizar o sétimo adolescente identificado no caso.

