Santos registrou um avanço expressivo nas ações de microdrenagem no primeiro semestre de 2025. O volume de resíduos retirados das redes subterrâneas cresceu 29,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam em balanço divulgado pela Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) na última segunda-feira (11).
O foco na prevenção ganhou força neste ano e passou a ser prioridade nas estratégias de drenagem da Cidade. O objetivo é claro: impedir o acúmulo de materiais que podem obstruir a passagem da água da chuva e provocar alagamentos, especialmente em áreas com histórico recorrente de problemas.
Entre os pontos com atenção redobrada estão a Avenida Washington Luiz (Canal 3) e as ruas Oswaldo Cruz, Oswaldo Cochrane e Galeão Carvalhal. Nesses locais, equipes fazem vistorias regulares e realizam manutenções preventivas com frequência.
Macrodrenagem também avança
Em 2024, Santos já havia batido recorde de limpeza na macrodrenagem, com 4.987 toneladas de material removido — maior volume anual até então. Só no primeiro semestre daquele ano, o aumento foi de 37,3% em relação a 2023. Os resultados indicam não apenas maior volume, mas também mais eficácia: há menos registros de novos alagamentos em áreas críticas.
Como funciona a drenagem na Cidade
O sistema de drenagem da Cidade é dividido em duas frentes. A microdrenagem atua na coleta de água das chuvas por meio de bocas de lobo, grelhas, ramais e caixas de decantação. Já a macrodrenagem cuida das grandes estruturas, como canais, galerias, comportas e estações de bombeamento.
Entretanto, esses sistemas recebem manutenção regular por meio do projeto Viva Bairro, que prevê atendimento a todas as regiões em até 12 meses. Além disso, a Sepref também atende solicitações emergenciais vindas da Ouvidoria ou da Câmara Municipal.
Contudo, as intervenções são feitas manualmente ou com hidrojateamento, dependendo do tipo de equipamento. Nos canais da orla, a limpeza é mecanizada, já que o movimento das marés, apesar de ajudar na autolimpeza, não é suficiente para garantir o bom funcionamento.
Prevenção como prioridade
Com foco em reduzir os impactos das chuvas, a Prefeitura tem apostado em medidas preventivas. A estratégia envolve planejamento técnico e execução por empresas especializadas ou equipes regionais.
“Estamos adotando uma postura cada vez mais preventiva. A intensificação das ações de microdrenagem permite antecipar problemas e reduzir os impactos das chuvas na vida das pessoas. Esses resultados são fruto de um planejamento rigoroso e de equipes comprometidas com o bem-estar da população”, afirma o secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos.
Compromisso com a sustentabilidade
O esforço contínuo para manter a drenagem em dia fortalece a infraestrutura urbana e contribui para o desenvolvimento sustentável. A iniciativa está alinhada com o Objetivo 9 da ONU (Indústria, Inovação e Infraestrutura), que valoriza ações que melhorem a resiliência das cidades. Saiba mais sobre os ODS: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

